Sidney Oliveira e diretor da Fast Shop são soltos com fiança de R$ 25 mi
Juiz considerou o alto poder econômico dos acusados, a gravidade dos fatos e o possível prejuízo aos cofres públicos
A Justiça de São Paulo determinou fiança de R$ 25 milhões para o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e para o diretor da Fast Shop, Mario Otavio Gomes, que foram soltos nesta sexta-feira (15) após prisão durante a Operação Ícaro.
O valor deverá ser pago em até cinco dias. Na decisão, o juiz considerou o alto poder econômico dos acusados, a gravidade dos fatos e o possível prejuízo aos cofres públicos.
Sidney Oliveira diretor da Fast Shop vão usar tornozeleira eletrônica
Além da fiança, eles terão de cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de contato com investigados, entrega do passaporte e comparecimento mensal em juízo.
Segundo as investigações, conduzidas pelo GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) com apoio da Polícia Militar, o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto teria recebido propina para conceder benefícios fiscais a empresas. Ele continua preso.
Na decisão que determinou a soltura, o juiz impôs as seguintes medidas cautelares:
- Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar atividades;
- Proibição de frequentar prédios ligados à Secretaria da Fazenda de São Paulo, salvo se convocados;
- Proibição de manter contato com demais investigados e testemunhas;
- Proibição de sair da comarca sem prévia comunicação ao juízo;
- Recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga, após as 20h;
- Monitoração eletrônica;
- Entrega do passaporte no primeiro dia útil após a soltura;
- Pagamento de fiança de R$ 25 milhões, em até cinco dias, considerando o alto poder econômico dos acusados, a gravidade dos fatos e o possível prejuízo aos cofres públicos.
Sidney e Mario Otávio haviam sido presos na última terça-feira (12) em uma operação do MPSP (Ministério Público de São Paulo) para desarticular um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda do estado.
A Operação Ícaro foi deflagrada pelo GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) e teve apoio da Polícia Militar. A investigação identificou um grupo criminoso responsável por favorecer empresas do setor de varejo em troca de vantagens indevidas.
Em nota, a Ultrafarma reforça que está colaborando com a investigação e que as informações veiculadas serão devidamente esclarecidas no decorrer do processo.
*Sob supervisão de Pedro Osorio

