SP: mulher que bateu a cabeça no bungee jump em ponte dá relato nas redes

Acidente aconteceu no dia 3 de outubro na Ponte Sumaré, vítima está bem e diz "eu estava apenas querendo me divertir radicalmente"

Julia Naspolini, Helena Barra e Luisa Nicacio, da CNN Brasil*, São Paulo
Mulher que fez bungee jump em viaduto e bateu a cabeça diz que não sabia sobre proibição  • Reprodução/ @thatydamorango
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A empreendedora, Thatiane Rosa, que pulou de bungee jump e bateu a cabeça na Ponte Sumaré, Zona Oeste de São Paulo, fez um relato nas redes sociais sobre o acidente. O caso aconteceu no dia 3 de outubro.

Thatiane não teve ferimentos graves, ficou somente com um inchaço na cabeça por 4 dias e passou 2 dias com dor de cabeça.

Em vídeos publicados em sua rede social, Thatiane conta que é iniciante em esportes radicais. " A diversão teve um destino diferente naquele dia".

A vítima diz que recebeu o convite para pular de bungee jump na Ponte Sumaré de um amigo da academia que já tinha praticado e que ela iria gostar. "E aí eu fui na confiança dele também que ele tinha ido", conta Thatiane.

Ela explica que sua casa ia passar por uma reforma, e que queria espairecer após uma sexta-feira cheia. "Saltei para me divertir".

Thatiane afirmou que não sentiu a necessidade de ir ao médico, porque estava se sentindo razoavelmente bem. Ela ficou com um galo na cabeça por uns 4 dias, e sentiu dor de cabeça durante 2 dias.

Mas, em suas redes, ela questiona por que não há atendimento médico no local. Thatiane conta que já lutou boxe e acha que deveria ter o mesmo suporte médico, como uma ambulância, acompanhando os praticantes de bungee jump. "E se tivesse acontecido o pior?", diz ela.

A empreendedora, ainda reclama de alguns comentários que recebeu nas redes a chamando de "doida" ou dizendo que ela "queria tirar a própria vida". Thatiane diz que é mãe, filha e sobrinha, e que apenas queria praticar o esporte.

Ela afirma que vestiu o equipamento de segurança, colocou o capacete, uma corda que era para aguentar seu peso. "Eu estava apenas querendo me divertir radicalmente". 

A Prefeitura de São Paulo, informou à CNN Brasil, que as atividades como rapel e bungee jump no viaduto da Avenida Sumaré são proibidas. E que a Subprefeitura Lapa e a GCM (Guarda Civil Metropolitana) realizam fiscalizações periódicas para impedir essas práticas irregulares.

Mas, que a gestão municipal "orienta as pessoas a registrarem solicitações de fiscalização pelo canal oficial SP 156 sobre qualquer atividade suspeita".

Em nota, a SSP informou que o Corpo de Bombeiros não foi acionado para atender a ocorrência e que a Polícia Civil ainda não localizou o registro do caso.

A CNN Brasil tenta contato com a Polícia Militar de São Paulo e aguarda retorno.

 

Vídeo mostra momento do acidente

 

*Sob supervisão de Pedro Osorio