STF nega habeas corpus e mantém motorista de Porsche preso

Fernando Sastre Filho é réu por matar Ornaldo Viana em março de 2024, quando colidiu seu veículo contra o carro da vítima

Rafael Villarroel, da CNN*, São Paulo
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O Supremo Tribunal Federal negou o pedido de liberdade da defesa de Fernando Sastre Filho, de 24 anos, e manteve o motorista do Porsche preso preventivamente até o julgamento, que ainda não tem data marcada. A decisão é do ministro Gilmar Mendes, e foi assinada na última terça-feira (28).

Sastre está preso desde maio na penitenciária de Tremembé, no interior paulista, e responde por homicídio qualificado por “perigo comum” com dolo eventual e lesão corporal grave.

Na decisão do ministro Gilmar Mendes, ele cita que devido a "gravidade dos elementos apontados por ocasião do HABEAS CORPUS e a alta probabilidade de que o paciente volte a adotar condutas em detrimento do regular andamento do processo" o mais adequado é manter a prisão do empresário.

Ainda no documento, Mendes cita o laudo pericial do local que apontou velocidade cerca de três vezes superior à da via, além do relato de testemunhas de que Sastre tivesse consumido bebida alcoólica antes do crime.

A CNN procurou a defesa de Fernando Sastre Filho, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Relembre o crime

empresário Fernando Sastre Filho dirigia um Porsche azul, quando bateu a cerca de 156 km/h na parte traseira do carro de um motorista de aplicativo, na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo, na madrugada do domingo de Páscoa deste ano. O limite da via é de 50 km/h.

Os policiais que atenderam a ocorrência permitiram que o empresário deixasse o local com ajuda da mãe, que disse que iria levar o filho ao hospital.

Quando os agentes foram até ao hospital para fazer o teste do bafômetro e colher a versão do acidente, nenhum dos dois foi encontrado.

Segundo a Polícia Militar, os agentes erraram ao não fazer o teste do bafômetro no empresário logo após o acidente.

O condutor do carro de luxo se apresentou no 30º Distrito Policial do Tatuapé quase 40 horas depois da ocorrência, no dia 1° de abril de 2024. Neste mesmo dia, Viana foi enterrado em Guarulhos, na Grande São Paulo.