Super El Niño faz São Paulo lançar plano para "antecipar cenários de risco"
Documento da Secretaria da Saúde visa preparar a rede de atendimento e prevenir emergências antes que os impactos climáticos aconteçam

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, lançou nesta segunda-feira (31) um Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño.
Segundo a pasta, o documento é a primeira estratégia estadual para preparar o setor de saúde para os impactos do fenômeno climático. Buscando antecipar cenários de risco e preparar a rede antes que uma emergência aconteça.
“O plano nos permite antecipar cenários de risco e preparar a rede de saúde para responder de forma mais rápida e organizada aos impactos do El Niño. Nosso objetivo é fortalecer a prevenção, aprimorar o monitoramento e garantir que, mesmo diante de eventos extremos, a população continue tendo acesso aos serviços de saúde de que precisa”, explica a coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Pasta, Regiane de Paula.
Além de preparar a resposta aos eventos, a estratégia busca reduzir o risco de interrupção de tratamentos essenciais.
O plano estabelece medidas para garantir a continuidade do cuidado a grupos prioritários, como pacientes em terapia renal substitutiva, tratamento oncológico e oxigenoterapia domiciliar, caso ocorram danos à infraestrutura ou dificuldades de acesso aos serviços.
A preparação também envolve a organização dos serviços, recursos e insumos necessários para diferentes cenários, além da articulação entre as áreas da Saúde, municípios e demais órgãos envolvidos na resposta a emergências.
O projeto prevê orientações adaptadas ao tipo de evento e ao território, com informações sobre riscos, grupos vulneráveis, medidas de proteção, sinais de alerta e locais de atendimento.
El Niño em São Paulo
O El Niño é um fenômeno climático que pode alterar os padrões de temperatura e precipitação. Em São Paulo, diferentes condições associadas ao fenômeno podem aumentar a exposição da população a situações com impacto direto na saúde, como chuvas extremas, enchentes e deslizamentos, ondas de calor e queimadas e alterações na circulação de arboviroses.
A estratégia considera que esses riscos não se distribuem de maneira uniforme pelo território. Por isso, o plano identifica ameaças e regiões prioritárias e estabelece medidas de preparação e resposta de acordo com cada cenário, considerando as características e vulnerabilidades de cada território.
*Sob supervisão de AR.


