Suspeita de bomba no Rodoanel: entenda como é atuação policial neste caso

Esquadrão de Bombas do Gate atuou no local e confirmou que artefato era um simulacro

Beto Souza, da CNN Brasil, em São Paulo
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O Rodoanel Mário Covas ficou mais de cinco horas interditado após um relato de ocorrência com possibilidade de bomba, na manhã desta quarta-feira (12), em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi atendida pelo Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), que confirmou que o artefato era, na verdade, um simulacro.

Em vídeos publicados no canal da PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo), agentes explicam o método de atuação do Gate em casos envolvendo suspeita de explosivos.

Conforme a corporação, a atuação neste tipo de caso se pauta no princípio de preservar a vida de todas as pessoas envolvidas no incidente, incluindo o possível causador da crise.

Esquadrão antibomba

Segundo o tenente Laio, do Gate, em regra, a atuação do Esquadrão de Bombas é o oposto da maioria das crises, onde o tempo é crucial. Em ocorrências com explosivos, a equipe tem que trabalhar com "mais calma'".

Contudo, com a informação inicial de que o motorista estaria com artefatos explosivos presos ao corpo, a dinâmica de atuação do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) muda significativamente.

Conforme o tenente, em ocorrências com reféns ou com pessoas com propósito suicida, o tempo é "algo muito valioso" e há o que se chama de "compressão de tempo"; ou seja, quanto mais o tempo passa, mais complexa fica a ocorrência.

Entenda o caso

A ocorrência teve início na manhã desta quarta-feira (12) no Rodoanel Mário Covas (SP-021), na altura do km 44, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O incidente começou quando uma carreta foi atravessada na pista, e o motorista foi encontrado amarrado e com os artefatos dentro do veículo.

A rodovia foi imediatamente interditada de forma total no trecho, como medida preventiva para garantir a segurança dos usuários e das equipes de atendimento.

Diante da ameaça de explosivos, o Esquadrão Antibombas do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) foi acionado. Os agentes confirmaram que os artefatos se tratavam, na verdade, de simulacros.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que investiga o caso.

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