Volume das represas que abastecem São Paulo ultrapassa 60% após chuvas
Temporal dos últimos dias elevou os níveis em 1,4% e Sabesp registra alta de 4,8% em relação ao mês anterior

As chuvas registradas em outubro elevaram o nível dos reservatórios de São Paulo em 1,4% acima do esperado para o mês, totalizando 1.174,52 hm³ de água, que alcança um volume de 60,4%. Os dados foram contabilizados nesta segunda-feira (26) pelo SIM (Sistema Integrado Metropolitano) da Sabesp.
O índice representa um aumento de 4,8% em relação ao mês anterior. Em 26 de setembro foram contabilizados 1,082,73 hm³, sendo 55,6% do volume.
O SIM monitora todos os níveis do reservatórios do estado.Todos registraram volumes acima do esperado, com destaque para as represas de São Lourenço (+4,3%; 75,8% do volume) e Guarapiranga (+2,1% e 97,8% do volume).
O Cantareira, por exemplo, o maior dos sistemas de abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo, tem atualmente um volume de 48,4%, cerca de 475,63 hm³. Essa quantidade representa um aumento de 5,7% em apenas 15 dias. No último 11 de outubro, o sistema fechou com 410,30 hm³ e com 42,7% de sua capacidade de água.
Até o momento, a média de chuva registrada no Cantareira foi de 5,8 milímetros por dia, o que representa 189,2 mm neste mês, muito acima da média histórica, que é de 130,1 mm para outubro.
Melhora na crise hídrica
O aumento expressivo no volume do Cantareira é resultado da grande quantidade de chuva que caiu sobre a Grande São Paulo nos últimos meses. A capital paulista, por exemplo, bateu recorde e registrou o setembro mais chuvoso dos últimos 32 anos.
A recuperação dos reservatórios começou a ser observada entre junho e julho. No começo de agosto, o SIM apontou um volume de 31,6 milímetros de água causados pelas chuvas dos meses anteriores, sendo 177% acima do previsto nos modelos meteorológicos.
O resultado é visto como positivo, já que há cerca de um ano atrás, o nível de reservatório chegou ao pior índice desde a crise hídrica de 2015.
Desde março de 2026, o governo de São Paulo mantém em vigor a "Gestão de Demanda Noturna", reduzindo o nível da pressão da água na casa dos consumidores.
Com a melhora em agosto, o governo decidiu reduzir esse período de 10 para 8 horas, sendo realizado de 21h às 5h.
Mortes e alagamentos: o outro lado da chuva
Apesar de ser visto como um ponto positivo para os reservatórios, as chuvas estão causando problemas em todo o estado de São Paulo.
O temporal do último domingo (25) provocou alagamentos, deslizamentos de terra e outros danos em diversos municípios paulistas. Além disso, duas mulheres morreram ao serem arrastadas pela correnteza em Jundiaí, na Grande SP.
Em Capivari, por exemplo, alagamentos interditaram trechos de nove vias na manhã de domingo. Dez famílias ficaram desalojadas e foram encaminhadas para casas de parentes, enquanto outras três foram acolhidas em abrigo municipal.
Já em Guareí, cerca de 50 residências foram atingidas por alagamentos na rua Alameda Jair Martins Siqueira, deixando aproximadamente 200 pessoas desalojadas.
o governo de São Paulo anunciou reforço à assistência humanitária às cidades atingidas pelas chuvas.Após os episódios, o governo de São Paulo anunciou reforço e assistência humanitária às cidades atingidas pela chuva.

