Seis pessoas são presas por esquema de tráfico de anabolizantes no Paraná

Além dos esteroides, organização criminosa fazia comércio ilegal de medicamentos estrangeiros e lavagem de dinheiro; produtos eram disfarçados dentro de chaleiras e panelas de pressão

Vitor Bonets e Khauan Wood, da CNN Brasil*, Felipe Souza, da CNN Brasil, em São Paulo
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Seis pessoas foram presas em uma operação da PCPR (Polícia Civil do Paraná), na manhã desta quinta-feira (23), contra um esquema de tráfico de anabolizantes, medicamentos de origem estrangeira e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu na cidade de Maringá, no Paraná

De acordo com a corporação, foram cumpridos 18 mandados judiciais na ação que tinha como objetivo atingir o núcleo financeiro do grupo.

Do total, seis eram mandados de prisão; seis de busca e apreensão; e seis de sequestro de veículos de luxo avaliados em R$ 1,5 milhão, além de bloqueios de contas bancárias.

Além das prisões, os agentes localizaram um bunker atrás de um armário, onde eram armazenados medicamentos falsificados, anabolizantes, emagrecedores e substâncias abortivas, uma arma de fogo e US$ 5,5 mil em espécie.

A organização criminosa fazia comércio ilegal de medicamentos estrangeiros • Reprodução/PCPR
A organização criminosa fazia comércio ilegal de medicamentos estrangeiros • Reprodução/PCPR

Em outros endereços, os policiais localizaram US$ 8 mil e R$ 70 mil em dinheiro e mais anabolizantes.

Tivemos como foco a estrutura patrimonial do grupo criminoso para interromper o fluxo de recursos e enfraquecer sua capacidade operacional. A repressão qualificada é essencial para combater o crime organizado de forma eficaz.
Delegado Leandro Roque Munin

Produtos disfarçados em chaleiras e panelas de pressão

Segundo a polícia, as investigações começaram quando funcionários dos Correios suspeitaram de algumas encomendas despachadas.

A partir de denúncia, agentes localizaram nos pacotes anabolizantes e medicamentos irregulares ocultados dentro de eletrodomésticos. Os produtos eram disfarçados em objetos como chaleiras elétricas e panelas de pressão.

Foi identificado ainda que a logística de envio interestadual envolvia o uso de remetentes falsos.

Mais de quatro milhões de reais movimentados

Com as apreensões e análises financeiras dos investigados, a polícia identificou uma organização criminosa, com estrutura bem definida.

O grupo teria sido responsável por movimentações bancárias superiores a quatro milhões de reais, valores que são incompatíveis com os rendimentos declarados pelos suspeitos.

De acordo com a corporação, a organização usava empresas de fachada, contas de passagem e técnicas avançadas de dissimulação patrimonial.

A ação busca mais elementos de prova sobre a atividade criminosa para identificar outros possíveis envolvidos no esquema, além de rastrear a origem dos recursos e ampliar a responsabilização criminal.

*Sob supervisão de Tonny Aranha