Médica é presa por uso irregular de Mounjaro no Paraná

Mulher anunciava tratamento com a medicação para diabetes, mas aplicava um outro fármaco; remédio se tornou popular como método de emagrecimento

Alan Cardoso, da CNN*, São Paulo
As vítimas também denunciaram a reutilização de seringas descartáveis e de canetas injetoras  • Divulgação/Polícia Civil
Compartilhar matéria

Uma médica foi presa nesta quinta-feira (15), em Maringá, no Paraná, após denúncias de pacientes por uso irregular de Mounjaro. A profissional anunciava tratamento com a medicação para diabetes, que se popularizou como método de emagrecimento, mas aplicava outro fármaco de valor inferior e composição diferente.

O medicamento, diferente do Mounjaro, era aplicado sem o consentimento dos pacientes. Segundo o delegado da Polícia Civil Bruno Delfino Sentone, as vítimas também denunciaram a reutilização de seringas descartáveis e de canetas injetoras.

A acusada foi presa e será investigada pelos crimes de estelionato, propaganda enganosa e comércio irregular de medicamentos para emagrecimento, praticados em condições sanitárias inadequadas e com risco à saúde das pacientes.

Segundo as investigações da Polícia Civil, a médica é investigada por acusações similares na Comarca de Colorado, também no Paraná. O judiciário de Colorado (PR) deferiu medidas cautelares, como a suspensão do exercício profissional por 90 dias.

“Apesar disso, a PCPR obteve indícios de que a médica continuava atuando clandestinamente nas cidades de Arapongas e Sabáudia, utilizando pessoas interpostas e promovendo a entrega de medicamentos acondicionados em seringas e enviados a domicílio”, explica o delegado Bruno Delfino.

Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão no consultório usado pela médica em Sabáudia (PR). As investigações buscam novas vítimas. A médica foi encaminhada ao sistema penitenciário.

Em nota, a empresa fabricante do medicamento diz que "a fim de evitar que os consumidores e público sejam induzidos em erro, necessário esclarecer que o objeto das investigações policiais são as práticas médicas supostamente irregulares da profissional da saúde, e não a substância Tirzepatida, cuja manipulação e comercialização são permitidos."

Nota 

A STIN PHARMA é uma empresa consolidada no ramo de farmácia de manipulação desde o ano de 2020, reconhecida por adotar as melhores práticas do mercado, com rigor técnico, compromisso ético e foco na saúde do paciente.

Como na matéria publicada foi divulgada imagem com os produtos da STIN PHARMA, a fim de evitar que os consumidores e público sejam induzidos em erro, necessário esclarecer que o objeto das investigações policiais são as práticas médicas supostamente irregulares da profissional da saúde, e não a substância Tirzepatida, cuja manipulação e comercialização são permitidos.

Destaca-se que a legislação sanitária no Brasil autoriza que esta substância (Tirzepatida) possa ser disponibilizada por meio de preparações magistrais, conforme esclarecido pela Nota Técnica nº 92/2024/SEI/COINS/GIMED/GGFIS/DIRE4/ANVISA, observados os parâmetros técnicos determinados pela ANVISA (RDC nº 67/2007), que garantem qualidade, rastreabilidade e segurança em cada fórmula, o que a STIN PHARMA segue rigorosamente.

Cumpre, ainda, destacar que a empresa possui todas as autorizações necessárias ao seu funcionamento, incluindo:

  • Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE)
  • Autorização Especial (AE)
  • Alvarás sanitários federal, estadual e municipal
  • Certificado de Regularidade Técnica (CRT)

A STIN PHARMA adota as melhores práticas de manipulação dos medicamentos e garante a qualidade dos seus produtos, que deverão ser ministrados por profissionais regularmente habilitados.

A empresa reafirma seu compromisso com a legalidade e segurança em saúde, colocando-se à disposição das autoridades competentes e da sociedade para quaisquer outros esclarecimentos que se fizerem necessários.