Tráfico de drogas pelos Correios é alvo de operação no PR; 23 são presos

Investigações iniciaram em 2024 após a apreensão de 17 encomendas postais que continham maconha e haxixe

Felipe Souza, da CNN
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A PCPR (Polícia Civil do Paraná) prendeu 23 pessoas, na manhã desta quinta-feira (18), durante a “Operação Correios”, que mira uma organização criminosa responsável por enviar drogas para diversos estados utilizando o sistema dos Correios. Ao todo, foram cumpridos 59 mandados judiciais, sendo 30 de prisão preventiva e 29 de busca e apreensão, nas cidades de Ponta Grossa e Curitiba.

Segundo a investigação, o transporte das drogas era feito principalmente por meio de cartas e pacotes enviados pelos Correios, uma estratégia considerada de difícil detecção e amplamente utilizada por organizações criminosas para atuar de forma “silenciosa”.

As investigações iniciaram, em novembro de 2024, após a apreensão de 17 encomendas postais que continham maconha e haxixe, levando os investigadores a identificar os envolvidos e aprofundar as diligências, revelando que se tratava de uma rede de tráfico com alcance interestadual.

Além disso, a PCPR também constatou que as vendas eram feitas por meio de aplicativos de mensagens, como WhatsApp, e pelas redes sociais, como Instagram, principalmente quando os pedidos eram enviados para fora do Paraná.

Durante a operação, veículos usados para transporte de drogas foram apreendidos, incluindo um automóvel que levava as encomendas até as agências dos Correios.

A delegada responsável, Grazieli Schmitz, afirmou que o grupo utilizava dados falsos ou de pessoas sem antecedentes criminais para dificultar a identificação dos remetentes e apontou operação foi essencial para desarticular a organização criminosa de grande porte e interromper o envio de drogas pelo sistema postal.

Em nota, o Correios diz que "atua em estreita parceria com os órgãos de segurança e fiscalização para prevenir o envio de itens proibidos por meio do serviço postal."

Nota - Correios

A operação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná nesta quinta-feira (18) é resultado do trabalho conjunto realizado entre a instituição e os Correios. A empresa atua em estreita parceria com os órgãos de segurança e fiscalização para prevenir o envio de itens proibidos por meio do serviço postal. Muitas das operações de repressão começam após o monitoramento, por meio de raio-x, realizado pela estatal. Quando algum objeto com conteúdo proibido ou ilícito é detectado, os Correios acionam os órgãos competentes que são responsáveis por dar encaminhamento às operações investigativas.

Cabe destacar que os Correios possuem métodos de monitoramento que são aprimorados, periodicamente, com base em informações apresentadas pelos órgãos de segurança e de fiscalização. Além disso, a empresa tem priorizado investimentos em ações preventivas para fortalecer a integridade dos serviços postais.