PR: Operação prende 17 suspeitos de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Investigação aponta que uma das lideranças do grupo coordenava o abastecimento de drogas de Londres

Gabriela Garcia, da CNN Brasil, em Porto Alegre

Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 17 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, na região Noroeste do Estado. A ação foi realizada na manhã desta quinta-feira (15), com apoio da Polícia Civil de São Paulo, em quatro cidades dos dois estados.

Segundo a polícia, um dos investigados apontados como principal fornecedor e liderança do grupo mora atualmente em Londres, na Inglaterra. Conforme a investigação, ele coordenava remotamente o abastecimento de entorpecentes.

Cerca de 100 policiais participaram do cumprimento das ordens judiciais em Maringá, Sarandi e Praia de Leste (PR), e em Franco da Rocha (SP). A operação contou ainda com o apoio de um helicóptero e de cães farejadores.

Foram cumpridos 14 mandados de prisão, 14 de busca e apreensão, além de medidas para bloquear contas bancárias e sequestrar um veículo. Durante as buscas, foram apreendidos 15 quilos de drogas, entre maconha e cocaína. A localização dos entorpecentes levou à prisão em flagrante de outras três pessoas.

Investigação aponta divisão de tarefas

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou há cerca de um ano, após a prisão de pessoas envolvidas na distribuição de drogas, em Sarandi. A partir disso, os policiais identificaram uma estrutura criminosa que abastecia e distribuía drogas também em Maringá.

O grupo utilizava sistemas de entrega por delivery para comercializar os entorpecentes. Conforme apurado, a organização tinha divisão de tarefas entre lideranças, fornecedores, responsáveis pelo armazenamento e fracionamento das drogas, distribuidores, entregadores e integrantes encarregados das operações financeiras.

Além do tráfico, a Polícia Civil apura como o dinheiro obtido com a venda de drogas era movimentado. Segundo as investigações, integrantes do grupo utilizavam contas bancárias de terceiros para receber e transferir valores, em operações que podem ter sido destinadas a esconder a origem ilícita dos recursos.

A apuração também identificou possíveis vínculos entre integrantes do grupo e uma organização criminosa de atuação nacional.