Quadrilha de tráfico é alvo de megaoperação em quatro estados
Ações ocorrem em São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul; grupo envolvido com tráfico interestadual e lavagem de dinheiro movimentou cerca de R$ 120 milhões desde 2021
Uma organização criminosa envolvida com tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa é alvo de uma megaoperação que ocorre simultaneamente nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, na manhã desta terça-feira (21).
Durante a ação, são cumpridos 90 mandados judiciais. Do total, 42 são mandados de prisão e 48 são de busca e apreensão. Entre os presos, 36 foram capturados em cumprimento a mandados de prisão e outros seis foram autuados em flagrante.
Foram apreendidas diversas armas, porções de drogas, documentos e celulares, que serão periciados para subsidiar novas fases da investigação. Além dos ilícitos, foram apreendidos R$ 700 mil em espécie.
Além disso, também foram cumpridas ordens de bloqueio de contas bancárias e de sequestro de 15 veículos de luxo avaliados em R$ 2,5 milhões e de quatro imóveis ligados aos investigados. As medidas têm como objetivo enfraquecer financeiramente a organização e interromper as conexões que sustentam sua estrutura criminosa.
Em São Paulo, os mandados são cumpridos na capital paulista e nas cidades de Ourinhos e Hortolândia, no interior do estado. Durante os trabalhos policiais, um foragido da Justiça foi preso pela Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) em um hotel no Centro da capital.
O homem, apontado como um dos líderes da associação criminosa, estava companhado da mulher, que também é investigada por envolvimento no crime. No local ainda foram apreendidos celulares, computadores, documentos e outros itens que devem ser periciados.
O foragido foi levado ao 78° Distrito Policial, nos Jardins, onde permaneceu preso e à disposição da Justiça.
Já em Santa Caratina, as ações ocorrem em Brusque e Bombinhas. No Paraná, os mandados são cumpridos em Santo Antônio da Platina, Londrina, Cambé e Jataizinho e Paranavaí. Em Mato Grosso do Sul, a operação é realizada em Ponta Porã.
De acordo com a corporação, a megaoperação busca enfraquecer financeiramente a organização e interromper as conexões que sustentam a estrutura criminosa.
R$ 120 milhões movimentados
Segundo a Polícia Civil do Paraná, a investigação teve início em abril de 2024, em Jacarezinho, no norte do estado paranaense.
Em junho do mesmo ano, dois homens, apontados como líderes do grupo, foram presos em Santa Catarina. Na ação, foram apreendidos aparelhos que ajudaram no trabalho policial.
As apurações indicam que o grupo movimentou cerca de R$ 120 milhões desde 2021.
Trabalho em conjunto
Mais de 350 policiais participam da megaoperação. A ação conta com o apoio das polícias militares de São Paulo e Santa Catarina.
Além disso, a Polícia Federal atua no cumprimento dos mandados no Mato Grosso do Sul.
Já a Polícia Civil do Paraná, faz apoio aéreo com helicóptero e cães de faro nas diligências.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo


