Grande Porto Alegre registra 1,4°C nesta terça; veja previsão
Mínimas ficaram entre 1,4°C e 5°C, com geada confirmada em Campo Bom, segundo o Inmet

Cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre registraram temperaturas mínimas entre 1,4°C e 5°C nesta quarta-feira (20). Além disso, houve confirmação de geada em Campo Bom, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Ainda de acordo com o Inmet, as menores temperaturas registradas na Grande Porto Alegre ocorreram em Eldorado do Sul, com 1,4°C; Montenegro, com 2,1°C; Cachoeirinha, com 3,1°C; e na própria capital gaúcha, Porto Alegre, que teve mínima de 6,7°C na zona sul.
A queda nas temperaturas aconteceu após o avanço de uma nova frente fria pelo mar, ao longo da costa sul da América do Sul, trazendo um novo pulso de ar polar. Com isso, as temperaturas voltaram a diminuir em áreas do Sul do Brasil nesta quarta-feira.
A previsão para esta quinta-feira (21) é de tempo estável, sem precipitações significativas na região. As temperaturas devem permanecer baixas, com máximas de até 15°C e mínimas próximas de zero.
Na sexta-feira (22), a formação de áreas de instabilidade deve provocar mudanças nas condições do tempo.
Na região Sul do País, são esperadas pancadas de chuva nos estados do Paraná e de Santa Catarina. Ainda há previsão de geada, mas com menor intensidade. As temperaturas máximas devem ficar em torno de 24°C no norte do Paraná, enquanto as mínimas permanecerão próximas de zero em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul.
Governo se prepara para El Niño
O governo do Estado promoveu, nesta quarta-feira (20), uma reunião com a Defesa Civil Estadual para atualização dos prognósticos climáticos para os próximos meses. O governador Eduardo Leite determinou a antecipação do fluxo de governança integrada com municípios sob maior risco de impactos climáticos diante do prognóstico de El Niño intenso a partir da primavera.
Os dados mais recentes dos modelos meteorológicos indicam um rápido aquecimento do Oceano Pacífico, elevando para 83% a probabilidade de que a temperatura no Pacífico atingir entre 1,5°C e 2°C acima da média, o que caracterizaria um evento de intensidade comparável ao El Niño de 2015/2016.
A meteorologista da Defesa Civil, Cátia Valente, apresentou os dados que mostram um aquecimento acelerado do Pacífico: a temperatura saltou de -0,4°C no final de 2025 para 0,5°C já em maio deste ano, patamar que caracteriza o início da formação do El Niño.
Além disso, o aquecimento anômalo do Oceano Atlântico aumenta a probabilidade de formação de frentes frias e ciclones extratropicais, fator que pode potencializar os impactos a partir do segundo semestre de 2026.
A especialista comparou que, a partir das condições oceânicas atuais, o cenário, neste momento, é semelhante ao observado em 2023, embora ainda passível de alteração passado o período de transição do outono.
No entanto, fez questão de destacar: o El Niño sozinho não permite afirmar que eventos climáticos extremos ocorrerão. As consequências dependem da combinação com outros fatores como bloqueios atmosféricos e frentes estacionárias, cuja previsão com meses de antecedência não é possível.


