Polícia Civil indicia cinco pessoas por morte de aluna em academia no RS

Denise fazia exercício em um aparelho chamado “graviton” quando caiu do segundo andar

Gabriela Garcia, da CNN, Porto Alegre
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A Polícia Civil concluiu, nesta sexta-feira (13), o inquérito sobre a morte da aluna de uma academia que morreu após cair do segundo andar do prédio, em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha (RS). O proprietário da academia, o arquiteto responsável pela construção do edifício e três agentes públicos municipais da época foram indiciados por homicídio culposo - quando não há intenção de matar.

Em 19 de março, Denise de Oliveira fazia exercícios no aparelho chamado "graviton", quando caiu, bateu contra uma janela de vidro e foi projetada para fora do prédio. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu.

Para o delegado Edinei Albarello, que conduziu a investigação, a morte da vítima ocorreu pela junção de dois fatores: a proximidade demasiada do aparelho em relação à parede de vidro e a instalação de vidro inadequado, na construção do edifício, em desrespeito às normativas legais.

A polícia constatou que o aparelho utilizado por Denise estava a 70 cm de distância da parede de vidro e a execução do exercício se dava de costas para a parede. O vidro que cedeu com o impacto do corpo possuía 4mm de espessura. Esse vidro seria inadequado, por não oferecer resistência.

Além disso, o projeto do edifício foi aprovado por servidor público responsável, que concedeu licença para a construção. Bem como a obra já concluída, que também passou por nova análise de servidores e foi liberada para ser habitada.

A necropsia apontou que morte de Denise ocorreu em razão dos ferimentos provocados pela queda do segundo andar da edificação.

De acordo com o delegado, não é possível saber se antes de cair, a mulher teve, por exemplo, um mal estar, como tontura ou turvamento visual. Agora, segue pendente o resultado de um exame de sangue para detectar se houve uso de alguma medicação por parte da vítima antes do acidente.

Em nota, o defesa do proprietário da Academia Motivida afirmou entende como equivocada a decisão de responsabilizá-lo criminalmente por um fato trágico que não decorreu de qualquer ação imprudente, negligente ou imperita de sua parte. Ainda pontua que "ao longo da apuração, ficou claro que o proprietário jamais assumiu conduta que pudesse, de forma direta ou indireta, ter causado o resultado lamentável em questão"

A CNN ainda não conseguiu contato com as defesas dos demais envolvidos.