Porto Alegre (RS) confirma caso de intoxicação por metanol com origem em SP
Paciente relatou ter ingerido duas caipirinhas de vodca em um bar na cidade de São Paulo; outro caso foi descartado e um segundo segue em investigação
A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (RS) confirmou o primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol no estado. Segundo a pasta, o paciente relatou ter ingerido duas caipirinhas de vodca em um bar na cidade de São Paulo, no final do último mês.
Segundo a secretaria, o homem, de 42 anos, apresentou sintomas como febre, dor abdominal e cefaleia, que surgiram entre 12 e 24 horas após o consumo da bebida. Em seguida, ele apresentou visão turva e alteração na percepção de cores.
"Atualmente, [o paciente] encontra-se bem, apresentando apenas cansaço. O caso está sendo acompanhado pela Vigilância em Saúde, que mantém contato com o Centro de Informação Toxicológica e com o hospital para monitoramento e orientações complementares", concluiu a secretaria.
Na terça-feira (7), o governo do Rio Grande do Sul anunciou que um paciente de 38 anos, atendido no Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre, não ingeriu metanol, conforme análise realizada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). Assim, o caso, que havia sido notificado no sábado (4), foi oficialmente descartado.
Contudo, a Vigilância em Saúde do Estado investiga um segundo caso suspeito: um homem de 23 anos, residente na capital, que buscou atendimento após apresentar sintomas compatíveis com intoxicação por metanol. As amostras estão sendo analisadas, e as equipes de vigilância verificam o local de procedência da bebida consumida.
A equipe municipal está em contato com a Vigilância para o levantamento de dados e possível coleta de amostras do paciente e da bebida ingerida.
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Criação de comitê
Em resposta a essa situação, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou a criação de um comitê para enfrentar a crise. A confirmação veio nessa terça-feira (7), após uma reunião entre o Ministério da Justiça e representantes do setor de bebidas alcoólicas.
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Segundo Lewandowski, o aumento de casos de intoxicação é considerado uma crise de sáude pública "inusitada" e impacta um setor importante para a economia brasileira.
"Chegamos a conclusão que seria importante montar um comitê de enfrentamento da crise do metanol. Um comitê informal, onde possa haver uma troca de informações, boas práticas, anúncios das providências tomadas, tanto do setor público, quanto do setor privado, para avançarmos mais rapidamente na solução deste problema", disse o ministro.


