PR: mãe que agrediu filhas adolescentes já responde a processo semelhante

Na ocasião anterior, ela agrediu as adolescentes com um garfo, mordidas e tapas; genitora está presa

Gabriela Garcia, da CNN Brasil, Porto Alegre
  • Fábio Dias/EPR
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A mulher presa em Centenário do Sul (PR), na última quinta-feira (14), por agredir as filhas adolescentes no meio da rua, responde a outro processo por crimes semelhantes, praticados contra as mesmas vítimas. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil do Paraná. As adolescentes têm 12 e 15 anos.

O crime aconteceu no sábado (10) e foi registrado em vídeos gravados por terceiros. Segundo as investigações, as agressões iniciaram porque as adolescentes não queriam acompanhar a mãe a uma festa que ocorreria em uma cidade vizinha.

"No mesmo dia, as adolescentes foram para a casa da avó, que as levou a uma outra festa na cidade. A mãe teria descoberto a presença das filhas no evento, se dirigiu até o local e desferiu tapas nos rostos delas", explica o delegado Thiago Lombardi Janene.

Conforme a polícia, após as novas agressões, ela tentou levar as filhas para casa, porém as adolescentes conseguiram fugir para a casa de uma conselheira tutelar. No dia seguinte, escoltadas pela Polícia Militar do Paraná, as vítimas retiraram os pertences da casa da genitora e foram levadas a outra cidade.

A polícia informou que a investigação contou com a oitiva de diversas testemunhas e com a escuta especializada das vítimas.

A mulher foi capturada e encaminhada ao presídio. Ela foi indiciada pelos crimes de lesão corporal praticada no contexto da violência doméstica e familiar, injúria racial contra a adolescente de 12 anos e por coação no curso do processo, uma vez que tentou intimidar uma testemunha.

Histórico de violência

A Polícia Civil informou que a mulher já havia agredido as filhas em outro episódio, ocorrido em outubro de 2024. Na ocasião, ela agrediu as adolescentes com um garfo, mordidas e tapas.

Por causa dessas agressões, em junho de 2025, o Ministério Público denunciou a genitora por lesão corporal no âmbito doméstico, qualificado por motivo fútil. O órgão também solicitou que cada vítima receba R$ 5 mil de indenização por danos morais.

A denúncia foi aceita pela Justiça e a audiência sobre o caso deve ocorrer em março.