RS anuncia repasse milionário para municípios em preparação para El Niño
Inicialmente, valor deve beneficiar 141 municípios considerados prioritários por apresentarem maior risco

O Governo do Rio Grande do Sul anunciou, nesta quarta-feira (17), o repasse de R$ 32,9 milhões a cidades consideradas mais suscetíveis a desastres climáticos. A medida faz parte do Prepara RS, um plano voltado a prevenção de possíveis impactos do fenômeno El Niño, em 2026 e 2027.
O anúncio foi feito durante encontro do governador Eduardo Leite com representantes de 73 municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre, no Palácio Piratini.
Inicialmente, o valor deve beneficiar 141 municípios. São cidades que já tiverem registro de inundações, que declararam calamidade pública em 2023 ou 2024 ou que apresentam risco geológico.
Entre as opções de uso da verba estão, por exemplo, a aquisição de sistemas de monitoramento, alerta, alarme e difusão; execução de obras de drenagem e implantação de sinalização de rotas de evacuação e pontos de encontro.
Além disso, durante o encontro, Leite entregou análises preliminares de vulnerabilidades e suscetibilidades a 25 municípios considerados prioritários na Região Metropolitana. O material reúne informações sobre clima, rios e solo, apontando pontos críticos de cada cidade.
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Conforme meteorologistas do governo estadual, a previsão é de que o El Niño registre intensidade forte a muito forte durante a primavera. Com isso, o efeito deve ser chuva acima do padrão para a região, especialmente nos meses de setembro e outubro.
O governador afirmou que o estado gaúcho está mais preparado para lidar com desastres do que estava em 2024, quando houve a enchente histórica. Na ocasião, 185 pessoas morreram.
Desde então, o estado afirmou que todos os 497 municípios gaúchos elaboraram planos de contingência, analisados e aprovados pela defesa civil do Rio Grande do Sul. Em 2024, apenas 60 municípios possuíam planos.
Além disso, conforme o governo, já foram investidos R$ 614 milhões em obras de proteção contra cheias após as enchentes de 2024.
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“Nós temos hoje um sistema de monitoramento que não havia antes, nós temos o diagnóstico das nossas vulnerabilidades que não tínhamos antes, nós temos uma Defesa Civil que é quatro vezes maior, um nível de articulação com os municípios que também antes não existia”, disse Leite.


