Vídeo: polícia desarticula esquema de corrupção em presídios do RS

Agentes públicos que trabalhavam nas penitenciárias são acusados de oferecerem benefícios a detentos em trocas de vantagens financeiras

Yasmin Silvestre e Julia Farias, da CNN*, Gabriela Milanezi, da CNN, São Paulo
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Na manhã desta sexta-feira (22), foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em residências e unidades prisionais da 5ª Delegacia Penitenciária Regional do Rio Grande do Sul, sendo elas nos municípios de Camaquã, Canguçu e Rio Grande.

A operação chamada de "Regalia" tem como principal objetivo desarticular um esquema de corrupção que acontecia dentro do sistema prisional, localizados na região sul do estado.

De acordo com a PC-RS (Polícia Civil do Rio Grande do Sul), a investigação também apura a atuação de agentes públicos que trabalhavam dentro dos presídios e que estariam beneficiando os detentos. Os fatos aconteceram entre os anos de 2020 a 2023. 

A averiguação do caso teve seu início decretado após provas compartilhadas judicialmente que apontavam que a situação estava evoluindo para uma rede de favorecimento. Esse sistema, facilitava a entrada de drogas e aparelhos telefônicos no estabelecimento prisional, além de oferecerem regalias à detentos específicos. O propósito era a troca de vantagens financeiras e influência externa.

Conforme a investigação, eles permitiam:

  • Transferências dirigidas de presos, articuladas para beneficiar determinados custodiados;
  • Ingresso irregular de celulares e drogas em unidades prisionais, com intermediação de detentos e participação de policiais penais;
  • Pedido de vantagens financeiras indevidas para a concessão de benefícios dentro do cárcere;
  • Sabotagem de ordem judicial, consistente na retirada de celulares antes da entrada de equipe da polícia civil em cumprimento de mandado de busca.

Ao todo, além dos detentos, a operação mira nove servidores municipais.

O DERCAP (Departamento Estadual de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública), a Corregedoria da Polícia Penal, a Delegacia de Polícia Regional de Camaquã e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, são os órgãos que estão a frente da investigação.

Segundo eles, os crimes se enquadram em corrupção ativa e passiva, facilitação de ingresso de aparelhos de comunicação em presídio, prevaricação imprópria e fraude processual qualificada.

A CNN segue acompanhando os desdobramentos do caso.