"Superfungo" é identificado dentro de hospital em Belo Horizonte

Quatro casos foram confirmados e outros 24 estão em investigação

Daniela Mallmann, da CNN, em Belo Horizonte
Compartilhar matéria

Quatro casos de um "superfungo" foram confirmados no Hospital João XXIII em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

O Candida auris foi identificado na unidade e a confirmação foi divulgada nesta semana pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

Dois dos pacientes infectados já tiveram alta: um no dia 20 de setembro e o outro no dia 2 de outubro. Outras duas pessoas contaminadas seguem internadas.

Os casos estão sendo testados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) da Fundação Ezequiel Dias (Funed). A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte também acompanha a situação.

Além das quatro confirmações, segundo a SES-MG, 24 outros casos estão sendo investigados. Outros 11 deram negativo e, entre eles, nove pacientes receberam alta e dois seguem internados.

O primeiro caso confirmado do "superfungo" no país foi em 2021. Desde então, a SES-MG monitora os casos suspeitos de infecção. De 2021 até o momento atual, foram descartados 129 casos no estado.

No mundo, o primeiro caso foi identificado em uma mulher em 2009 no Japão. Considerado um fungo emergente, ele é difícil de ser diagnosticado e pode levar a morte.

O Candida auris passou a ser chamado de "superfungo" porque é resistente a praticamente todos os medicamentos.

Segundo a SES-MG, o superfungo é altamente transmissível e capaz de colonizar rapidamente a pele do paciente e o ambiente próximo a ele.

Por isso, é importante prevenir o contato com casos suspeito e isolar os leitos dos pacientes infectados ou com suspeita de infecção.

A pasta ainda informou que o “Hospital João XXIII está seguindo os protocolos de segurança sanitária em ambiente hospitalar, e que tomou todas as medidas de controle e manejo necessárias para proteção dos demais pacientes e profissionais da unidade, como higienização das mãos, medidas de precaução de contato (uso de luvas e avental) dos casos suspeitos e testes para detecção de novos casos.”