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    Suspeito de matar a mãe no Guarujá é localizado e preso em BH três anos após o crime

    Bruno Eustáquio Vieira, de 26 anos, era procurado pela Justiça

    Bruno Eustáquio Vieira, de 26 anos, foi encontrado e preso nesta segunda-feira (8)
    Bruno Eustáquio Vieira, de 26 anos, foi encontrado e preso nesta segunda-feira (8) Redes Sociais/Itatiaia

    Estadão Conteúdo Giovanna Castro, do Estadão Conteúdo

    Bruno Eustáquio Vieira, de 26 anos, foi encontrado e preso nesta segunda-feira (8), em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ele era procurado pela Justiça por ser suspeito de matar a mãe, Márcia Lanzane, na casa da família, no Guarujá, Baixada Santista, em dezembro de 2020.

    De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, Vieira foi localizado por policiais militares após ser submetido a um atendimento médico. Ele foi conduzido à delegacia de plantão para o cumprimento da prisão e, segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Minas Gerais, chegou ao presídio Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, na noite dessa segunda.

    Uma decisão do Tribunal de Justiça de SP de 2023 determinou que Vieira seja submetido a julgamento pelo tribunal do júri. No entanto, “a defesa do acusado recorreu dessa decisão e o processo segue em grau de recurso, por isso ainda não há data marcada para o julgamento”, afirma o TJ-SP.

    Procurada pela reportagem, a defesa de Vieira afirmou que ele “sempre compareceu a todos os chamados durante a investigação, inclusive colaborando para o desfecho do caso” e “alega total inocência dos fatos”.

    “O pedido de prisão preventiva fora decretado somente em 1 de junho de 2021, quase seis meses após (o crime), o que na visão da defesa técnica, demonstra a total ausência de contemporaneidade dos fundamentos, motivo pelo qual vem combatendo em Tribunais Superiores”, afirma o advogado de defesa Anderson Real Soares.

    De acordo com Soares, Vieira teria receio de sofrer consequências mais graves na prisão, “uma vez que fora ameaçado de morte pessoalmente e pelas redes sociais”. “Por isso, se mudou de casa, antes mesmo do decreto de sua prisão”, diz. Eles pretendem questionar alguns dos laudos utilizados pelo TJ-SP no processo.

    Relembre o caso

    A morte da mãe de Vieira, Márcia Lanzane, aos 44 anos, aconteceu na manhã de 22 de dezembro, na Avenida Tancredo Neves, no bairro Sítio Cachoeira, no Guarujá, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo.

    Uma testemunha, primo de Márcia, relatou que Vieira disse ter saído de casa pela manhã para treinar e, quando retornou, encontrou sua mãe caída em seu quarto, aparentemente sem vida. Naquele momento, o Samu foi acionado e constatou o óbito.

    “Foi realizado exame necroscópico, que apontou sinais de esganadura na vítima. Em diligências no local, policiais civis apreenderam um DVR (aparelho com imagens de câmeras de segurança da casa) que estava escondido no forno do fogão”, diz a SSP. Três celulares também foram apreendidos.

    À época, Vieira afirmou que escondeu o DVR com receio que descobrissem que ele empurrou a mãe na noite anterior a seu óbito, podendo levar a acreditar que ele seria o culpado. O caso foi registrado como morte suspeita pela Delegacia do Guarujá, que ainda apura os fatos.