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    Tensão na Ucrânia volta a pesar sobre mercados nesta quinta-feira

    Os mercados operam na manhã desta quinta (17) preocupados com as tensões na Ucrânia; viagem de Bolsonaro à Hungria é destaque no Brasil

    Priscila Yazbekda CNN

    Em São Paulo

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    Os mercados operam na manhã desta quinta-feira (17) preocupados com as tensões na Ucrânia.

    Começando pelo exterior, os futuros americanos operavam em queda em meio à troca de acusações sobre violações de cessar-fogo, tanto por parte de rebeldes apoiados por russos quanto por parte de forças ucranianas no leste da Ucrânia.

    A Organização para Segurança e Cooperação da Europa (OSCE) registrou 129 violações de cessar-fogo, incluindo 71 explosões na região separatista de Luhansk, e 24 violações e 5 explosões em Donetsk.

    A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) acusa os russos de não terem retirado tropas na fronteira ucraniana.

    Além da situação na Ucrânia, os investidores digerem a ata do comitê de política monetária do BC americano, divulgada ontem à tarde pelo Federal Reserve System (FED, na sigla em inglês). O mercado esperava que o tom fosse mais duro, diante dos dados de inflação pressionada, mas o texto reforçou apenas o que já era esperado.

    A primeira alta nos juros deve acontecer logo, provavelmente em março; e a redução do balanço patrimonial do Federal Reserve System (FED, na sigla em inglês) – o banco central americano – deve ser mais rápida do que no último ciclo de alta de juros.

    Na Europa, bolsas operam majoritariamente em queda agora pela manhã, refletindo temores na Ucrânia.

    Na Ásia, bolsas fecharam majoritariamente em alta, refletindo redução das tensões de ontem, mas índices do Japão caíram com dados de exportações abaixo do esperado.

    Brasil

    O fluxo estrangeiro segue sustentando a bolsa brasileira, que fechou em alta de novo ontem, e também vem derrubando a cotação do dólar, que fechou em R$ 5,13, o menor valor em seis meses.

    Com os juros altos por aqui e sinalizações do Banco Central (BC) de que mais altas estão por vir, o país registrou entrada de mais US$ 800 milhões só na semana passada, com mais da metade do fluxo via bolsa e renda fixa. No ano, o saldo é positivo em mais de US$ 6,5 bilhões.

    Investidores seguem de olho na viagem de Bolsonaro, que chegou agora pela manhã na Hungria. Bolsonaro e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Órban, enfatizaram a afinidade de pensamento entre eles, e falaram sobre assinatura de protocolos de intenções para cooperação econômica, mas analistas ressaltam que o potencial de comércio entre Hungria e Brasil é modesto.

    O anúncio de cooperação econômica com russos em múltiplas áreas, foi visto com bons olhos por analistas, principalmente em áreas como agronegócio, energia nuclear.

    Na política, a votação de projetos ligados aos combustíveis foram adiados para terça-feira que vem no Senado. Em almoço com empresários, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo vai lançar um pacote de crédito de R$ 100 bilhões para empresas.

    Enquanto medidas que preveem mais gastos não se concretizam, o fluxo estrangeiro vem ofuscando o risco de descontrole das contas públicas.

    Índices

    O Ibovespa futuro tem uma leva queda de 0,27% com 116.386 pontos. O dólar sobe 0,10% sendo cotado a R$ 5,13 e o S&P futuro cai 0,23%, aos 4.465 pontos.

    Agenda do Dia

    Sem indicadores relevantes, balanços seguem com destaque para Aeris, Neoenergia e Rumo.

    No exterior, tem pedidos de seguro-desemprego e casas novas nos Estados Unidos às 10h30, e James Bullard, membro do FED, que discursa às 13h.

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