Torcedores do Corinthians que morreram em acidente de ônibus são enterrados
Cerimônia foi marcada por homenagens da Gaviões da Fiel; corpos foram velados ontem em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo
Foram enterrados na manhã desta terça-feira (22, três dos sete torcedores vítimas do acidente de ônibus com torcedores do Corinthians que ocorreu na madrugada de domingo (20): Hamilton Rogério Dos Santos, que tinha 46 anos, Allan Luis Sampaio Aguiar, de 31, e Vanderlei Rosielton Henrique Simão, de 41.
Os enterros foram realizados em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Corintianos se reuniram e estenderam bandeiras com os rostos das vítimas do acidente.
Os outros corpos foram enterrados nas suas respectivas cidades: Rodrigo Lacerda de Barros, em São Luís do Paraitinga; Andrew Francisco, no Cemitério Municipal de São José dos Campos; José Antônio da Silva, no Cemitério Municipal de Taubaté; e Renan Wellington Barbosa, de Taubaté, no Cemitério São Benedito.
Antes do enterro, uma nova homenagem de integrantes da Gaviões da Fiel marcou a cerimônia.
Na noite anterior, os sete corpos já haviam sido velados e homenageados no ginásio esportivo da cidade. Veja:
Com relação aos feridos, segundo informações do hospital regional de Betim (MG), das 19 vítimas encaminhadas para o Hospital Regional, 12 receberam alta e uma, que apresentava quadro leve, optou por deixar a unidade. Seis pacientes continuam internados.
O motorista do ônibus, de 39 anos, permanece em estado delicado, mas está respondendo bem aos cuidados. Ele segue internado no CTI.
Em nota, o Corinthians disse que está colaborando com tudo que pode, inclusive financeiramente.
As investigações
A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou na segunda-feira (21) um inquérito para apurar as causas do acidente de ônibus envolvendo os torcedores do Corinthians.
Nos próximos dias, os envolvidos serão ouvidos pela polícia, que aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer a dinâmica dos fatos. A investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Polícia Civil em Brumadinho (MG).
Segundo o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), o ônibus estava com o tacógrafo vencido desde outubro de 2020.
O instrumento, de uso obrigatório pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), contém um disco de papel ou fita que deve ser trocada a cada 24 horas ou a cada sete dias. É considerado a "caixa preta" dos veículos, por conter dados como distância percorrida, respeito aos limites de velocidade e tempo de direção, entre outros.
Além disso, permite a reconstituição e elaboração de laudos técnicos em casos de acidentes com produção de provas aceitas legalmente.
Como o aparelho estava vencido há quase três anos, a Polícia Civil não poderá contar com os dados registrados para elaboração de laudos sobre o acidente.
O veículo também não possuía registro nem autorização para realizar o transporte interestadual de passageiros, segundo confirmou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A viagem era considerada irregular.
Segundo relatos de torcedores sobreviventes, o motorista teria informado problemas mecânicos momentos antes de colidir contra o talude e capotar o veículo.



