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    Trem da SuperVia é incendiado em dia marcado pela violência no Rio de Janeiro

    Segundo a concessionária, as estações no trecho entre Benjamim do Monte e Santa Cruz foram fechadas por motivos de segurança

    Fernanda Pinottida CNN

    em São Paulo

    Criminosos colocaram fogo em trem na zona oeste do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (23), em um dia marcado por ataques violentos em represália a uma operação policial que resultou na morte de um miliciano.

    Segundo a Polícia Civil, os crimes têm  relação com a morte do sobrinho de um miliciano que atua na região durante operação policial. Pelo menos 36 ônibus foram incendiados. Até o início da noite, não havia confirmação de pessoas feridas ou mortas nos ataques.

    A prefeitura decretou estágio de atenção na capital fluminense.

    Segundo a nota da SuperVia, o trem foi abordado por bandidos por volta das 18h04, nas proximidades da estação de Tancredo Neves, e o maquinista foi obrigado a descer do veículo e retornar à estação.

    Depois disso, os criminosos teriam ateado fogo à cabine do trem.

    Segundo a SuperVia, todos os passageiros desembarcaram em segurança.

    As estações no trecho entre Benjamim do Monte e Santa Cruz foram fechadas por motivos de segurança.

    “A SuperVia segue monitorando e atuando em conjunto com as forças policiais para garantir, principalmente, a segurança dos colaboradores e passageiros”, diz a nota.

    Suspeitos presos

    O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou, nesta segunda-feira (23), que 12 pessoas foram presas por “ações terroristas” após atearem fogo nos ônibus.

    “Prendemos 12 criminosos ateando fogo em ônibus. E esses criminosos já estão presos por ações terroristas. E como ações terroristas, estarão sendo encaminhados imediatamente para presídios federais, porque lá é local de terrorista”, afirmou Castro.

    Morte de miliciano

    Segundo a Polícia Civil, os ataques foram praticados por um grupo de milicianos em represália à morte de Matheus da Silva Resende, de 24 anos, vice-líder da quadrilha. Ele morreu horas antes durante um confronto com policiais civis numa favela de Santa Cruz, bairro da zona oeste.

    Conhecido como Teteu ou Faustão, Resende era sobrinho de Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, que desde 2021 é o líder do principal grupo miliciano que atua no Rio. Faustão, era o segundo na hierarquia do grupo, segundo a polícia.

    Após os ataques, a Prefeitura do Rio anunciou a suspensão das aulas nas escolas da rede municipal de ensino da cidade. A informação foi confirmada nas redes sociais pelo secretário municipal de Educação do Rio, Renan Ferreirinha.

    “Nossas equipes estão acompanhando de perto para minimizar os danos dessa guerra na vida do carioca, em especial nossos alunos e profissionais”, escreveu o titular da pasta.

    As ocorrências fizeram o município entrar em estágio de atenção, segundo o Centro de Operações da Prefeitura. De acordo com o órgão, o estágio de atenção “é o terceiro nível em uma escala de cinco e significa que uma ou mais ocorrências já impactam o município, afetando a rotina de parte da população”.

    A Polícia Militar informou que impediu que um grupo com cerca de 15 criminosos colocasse fogo em um caminhão de carga na Avenida Brasil, uma das principais portas de entrada e saída da cidade.

    Os ataques ocorrem em um momento em que a Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal foram deslocadas ao Rio de Janeiro para auxiliar as forças locais em meio a um aumento da criminalidade.

    Segundo fontes do governo do Estado, a possibilidade de uso das Forças Armadas no enfrentando ao crime no Rio também vem sendo discutida com o governo federal.