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    Rio teve nesta segunda (23) o maior número de ônibus queimados em um único dia

    Ao menos 36 coletivos foram incendiados na zona oeste da cidade após uma operação policial que resultou na morte do sobrinho de um miliciano que atua na região

    Da CNN

    A cidade do Rio de Janeiro teve nesta segunda-feira (23) o maior número de ônibus incendiados em um único dia em toda a história. A informação é da Rio Ônibus, entidade que representa as empresas de transporte rodoviário da capital.

    Pelo menos 36 ônibus foram queimados na zona oeste do Rio depois de uma operação policial que resultou na morte do sobrinho de um miliciano que atua na região. Até o início da noite, não havia confirmação de pessoas feridas ou mortas nos ataques. Um trem da SuperVia também foi incendiado.

    Motivo dos ataques

    Segundo a Polícia Civil, os ataques foram praticados por um grupo de milicianos em represália à morte de Matheus da Silva Resende, de 24 anos, vice-líder da quadrilha. Ele morreu horas antes durante um confronto com policiais civis numa favela de Santa Cruz, bairro da zona oeste.

    Conhecido como Teteu ou Faustão, Resende era sobrinho de Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, que desde 2021 é o líder do principal grupo miliciano que atua no Rio. Faustão, era o segundo na hierarquia do grupo, segundo a polícia.

    O governador do estado, Cláudio Castro (PL), celebrou a operação em publicação numa rede social, e disse: “O crime organizado que não ouse desafiar o poder do Estado”.

    Já o prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), disse que os responsáveis pelos atentados são, além de bandidos, “burros”: “Quando o sujeito além de bandido é burro. Milicianos na Zona Oeste queimam ônibus públicos pagos com dinheiro do povo para protestar contra operação policial. Quem paga é o povo trabalhador. E para piorar, tivemos que interromper serviços de transporte na Zona Oeste para que não queimem mais ônibus”.

    O que acontece agora?

    Após os ataques, a Prefeitura do Rio anunciou a suspensão das aulas nas escolas da rede municipal de ensino da cidade. A informação foi confirmada nas redes sociais pelo secretário municipal de Educação do Rio, Renan Ferreirinha. “Nossas equipes estão acompanhando de perto para minimizar os danos dessa guerra na vida do carioca, em especial nossos alunos e profissionais”, escreveu o titular da pasta.

    As ocorrências fizeram o município entrar em estágio de atenção, segundo o Centro de Operações da Prefeitura. De acordo com o órgão, o estágio de atenção “é o terceiro nível em uma escala de cinco e significa que uma ou mais ocorrências já impactam o município, afetando a rotina de parte da população”.

    Publicado por Leonardo Rodrigues. Com informações de João Victor Azevedo, Catarina Nestlehner, Letícia Cassiano e Marcos Rosendo.