UFRJ recomenda prorrogar medidas restritivas por mais duas semanas

Apenas em março, a espera por leitos de UTI subiu mais de 1.000% no estado do Rio

Beatriz Puente*, da CNN, no Rio de Janeiro
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O Grupo de Trabalho (GT) Multidisciplinar para Enfrentamento da Covid-19 da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) emitiu uma nota de recomendação para o enfrentamento do vírus no estado nesta segunda-feira (5) alertando sobre a necessidade de prorrongar as medidas restritivas por, pelo menos, mais duas semanas em todo o estado do Rio

Os pesquisadores também incluíram, entre as ações urgentes a serem tomadas, o aumento da disponibilidade de transporte público para a mobilidade dos trabalhadores essenciais, suporte econômico a pessoas em condições de fome e medidas de garantia de empregos, renda e auxílio a pequenas e médias empresas. 

O posicionamento dos pesquisadores levou em conta o Covidímetro da UFRJ, que mostra a taxa de transmissão do vírus em 1,31 no estado e 1,45 na capital. A nota técnica explica que se essa taxa é superior a 1, cada paciente transmite a doença a, pelo menos, mais uma pessoa, e o vírus se espalha.

Se é menor do que 1, cada vez menos indivíduos se infectam e o número dos contágios retrocede. O ideal é que o índice fique abaixo de 1.

Os pesquisadores também ressaltam que a espera por um leito de centro de terapia intensiva (CTI) manteve aumento vertiginoso, saindo de 64 pessoas na fila em 1º de março e para 701 no último dia do mês. Na última semana, cerca de 900 pessoas aguardam por um leito de enfermaria ou UTI em todo o estado do Rio de Janeiro.

Sob supervisão de Camille Couto*