USP vai implantar corredor verde na Marginal Pinheiros, na capital paulista

Além de trazer melhorias estéticas, a arborização contribui para o equilíbrio climático das cidades, minimizando as ilhas de calor

Atualmente, do pouco mais de dois quilômetros de extensão do muro de vidro, 1.055 metros estão finalizados
Atualmente, do pouco mais de dois quilômetros de extensão do muro de vidro, 1.055 metros estão finalizados Marcos Santos/USP Imagens

Lucas RochaCarolina Figueiredoda CNN

em São Paulo

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A Universidade de São Paulo (USP) estrutura a criação de um corredor verde na extensão da raia olímpica da Cidade Universitária, na marginal do rio Pinheiros, na capital paulista.

A arborização deve preencher toda a extensão da raia, ocupando tanto a parte interna como o lado externo na marginal Pinheiros. O projeto de revitalização da área teve início em 2018 com a substituição do muro por painéis de vidro.

Além de melhorias estéticas, os corredores verdes contribuem para o equilíbrio climático das cidades, minimizando as ilhas de calor. Do ponto de vista da infraestrutura, a arborização amplia a absorção de águas de chuvas, melhorando as condições de drenagem.

“Para a raia olímpica, o corredor verde será multifuncional, com funções de estética, de drenagem de contenção de encostas da raia e de minimização da poluição acústica e atmosférica”, explica a prefeita do campus da capital, Raquel Rolnik, em um comunicado.

Atualmente, do pouco mais de dois quilômetros de extensão do muro de vidro, 1.055 metros estão finalizados, 597 metros ainda não estão concluídos.

O projeto prevê que os vidros instalados serão mantidos e receberão película para evitar mortes de pássaros por choque. Serão instalados gradis nos locais em que há lacunas, como vidros que não foram colocados ou estão quebrados, e todos serão recobertos por vegetação.

Para o desenvolvimento do projeto, a USP contou com a colaboração de ecólogos, botânicos, paisagistas e especialistas em poluição. Neste semestre deverá ser lançado o edital para a aquisição dos gradis.

O projeto orçado em R$ 20 milhões foi uma iniciativa do governo do estado e da prefeitura de São Paulo custeado por mais de 40 empresas.

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