Veja a situação da volta às aulas presenciais nos estados

Ao todo, o país tem oito estados com aulas presenciais ainda suspensas por decreto; apenas cinco estados já definiram ou iniciariam o retorno às salas de aula

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Em meio aos debates sobre a volta às aulas presenciais no país durante a pandemia da Covid-19, que ultrapassou 110 mil mortes no Brasil, alguns estados já começaram a definir datas de retorno, enquanto outros seguem sem definição de calendário.

Ao todo, o país tem oito unidades federativas sem aulas presenciais, suspensas por decreto: Amapá, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia e Tocantins.

Apenas cinco estados já definiram ou iniciariam o retorno às salas de aula: Amazonas, Acre, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

O Amazonas retomou o ano letivo no último dia 10. Já São Paulo prevê retorno em 7 de outubro a depender dos indicadores de saúde, segundo o secretário de educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, disse à CNN.

Nove estados e o Distrito Federal seguem sem data definida: Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Santa Catarina e Sergipe.

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Uma sala de aula de uma escola de educação infantil
Uma sala de aula de uma escola de educação infantil
Foto: Reprodução/CNN

Nesta quarta-feira (20), outro elemento entrou na discussão sobre o retorno às salas de aula. Um estudo da Escola Médica da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, concluiu que as crianças têm papel expressivo na transmissão da doença causada pelo novo coronavírus e podem chegar a ser mais contagiosas do que os adultos.

As conclusões podem ter implicações globais na discussão sobre a volta às aulas presenciais, já que mostram o potencial de contágio em locais com grande concentração de crianças. 

O alerta é sobre a transmissão da doença para professores e funcionários das instituições, além do risco de levarem a Covid-19 para casa, o que poderia ser mais um fator de risco para pessoas vulneráveis.

Em entrevista à CNN, a pediatra Ana Escobar, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que o estudo é muito importante porque é possível entender melhor o que ocorre com as crianças, principalmente neste cenário de possível volta às aulas.

(Edição: Sinara Peixoto)

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