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    Vídeo: éguas ilhadas por mais de duas semanas são resgatadas no RS

    Animais chegaram a ficar a cerca de 5 quilômetros da costa devido às cheias da Lagoa dos Patos

    Bruno Laforéda CNN

    Duas éguas foram resgatadas por um grupo de oito voluntários no último domingo (19), na cidade de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul.

    Os animais estavam ilhados em uma região entre a Ilha da Torotama e um pesqueiro, ficando isolados por mais de duas semanas. Eles chegaram a ficar a cerca de cinco quilômetros de distância da costa.

    A localização das éguas foi possível com o auxílio de um helicóptero da Marinha do Brasil, que avistou os animais da aeronave. Sob chuva e vento frio, os voluntários partiram em botes e jet skis para o resgate.

    Em uma operação arriscada, as éguas foram amarradas nas embarcações e conduzidas até a terra firme. Veja no vídeo acima.

    O nível das águas da Lagoa dos Patos dificultou o trabalho dos voluntários.

    Após o resgate bem-sucedido, o grupo comemorou a ação realizada com muito esforço e dedicação para salvar as vidas dos animais ilhados.

    Lagoa dos Patos segue em alerta

    O nível da Lagoa dos Patos deu uma trégua na cidade de Rio Grande, mas em locais fortemente atingidos pela cheia, como Pelotas, a situação ainda é de alerta e preocupação.

    A razão é que naquela região desagua o maior volume de água que sai do Guaíba, na Grande Porto Alegre. Com isso, os níveis da Lagoa dos Patos ainda estão subindo.

    A prefeitura de Pelotas pede que os moradores das áreas de risco não voltem ainda para suas casas devido à possibilidade de uma nova subida nas águas nesta terça-feira (21) e quarta-feira (22).

    Há também a expectativa de que a cidade de Pelotas tenha, nos próximos dias, uma elevação do nível do Canal São Gonçalo.

    Resgates de animais

    Até o início da noite de ontem, mais de 12,3 mil animais foram resgatados em meio às enchentes no estado.

    Em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, dois casos ganharam repercussão. No dia 9 de maio, o cavalo que ficou conhecido como “Caramelo” foi resgatado do topo de um telhado após ficar ilhado por quatro dias, segundo testemunhas, sem conseguir se mover ou se alimentar.

    Dias depois, um quadro com a imagem do cavalo foi leiloado por R$ 130 mil. O valor foi revertido para entidades que prestam apoio ao socorro dos afetados pelas enchentes e para a reconstrução do estado.

    Outro caso que chamou a a tenção foi o de uma égua que foi resgatada do 3º andar de um prédio residencial no município de São Leopoldo. O resgate foi feito pelo Corpo de Bombeiros, que chegou a vendar o animal antes de içá-lo. À CNN, o dono da égua relatou que colocou o bicho no apartamento com o intuito de salvá-lo de um possível afogamento.