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    Waack: PIB estagnado combina com educação ruim

    Somos um país de produtividade anêmica convivendo com um estado balofo, gastão e ineficiente

    William Waack

    Quem disse que pior não fica? Na comparação internacional do ensino básico, o Brasil ficou pior. E já estava numa situação ruim.

    O foco dessa avaliação comparativa desta vez foi o ensino de matemática. Nossos jovens de 15 anos, a faixa abordada por esse estudo comparativo internacional, apresentam resultados muito abaixo de vários outros países em desenvolvimento.

    Esses números sobre educação têm muito a ver com outros números publicados hoje, os do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que são, basicamente, os de uma economia estagnada.

    Dois aspectos chamaram a atenção: queda na taxa de investimentos e queda na taxa de poupança. Em outras palavras, diminuição da capacidade do país de sair da situação em que está há bastante tempo — um país de renda média. E diminuir a diferença para os mais ricos — ela continua, no fundo, a mesma também há décadas.

    Nesse sentido, é muito eloquente a ligação entre os testes que avaliam o conhecimento de jovens de 15 anos e a capacidade de crescimento da economia. Essa ligação chama-se estagnação da produtividade. Chama-se deficiente formação de capital humano — de investimento sobretudo na formação das pessoas.

    Há em tudo isso alguma coisa positiva? O Brasil podia ter caído ainda mais nos índices educacionais, não fosse a atuação de estados e municípios na época da pandemia. Falando da economia, o consumo das famílias aumentou, a inflação diminuiu — quem sabe os juros também caiam.

    Mas o resumo geral não é bom. Somos um país de produtividade anêmica convivendo com um estado balofo, gastão e ineficiente.