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    Benny Gantz diz que Israel sabe quantos reféns em Gaza ainda estão vivos

    Político deixou gabinete de guerra em meio a divergências com Netanyahu e outros integrantes do governo

    Benny Gantz é considerado um dos principais rivais políticos de Netanyahu
    Benny Gantz é considerado um dos principais rivais políticos de Netanyahu REUTERS

    Tim ListerEugenia Yosefda CNN

    Benny Gantz, que deixou o gabinete de guerra de Israel na semana passada, disse que Israel sabe quantos reféns em Gaza ainda estão vivos.

    “Conhecemos [um] número muito próximo”, disse o político ao ser questionado sobre os sequestrados que ainda estão em Gaza.

    A informação oficial é que mais de 100 reféns, incluindo os que já morreram, continuam no território palestino.

    Na primeira entrevista desde que saiu do governo, Gantz também disse que o governo israelense sabia onde os reféns da família Bibas estavam, mas não deu detalhes de onde seria essa localização aos jornalistas. Entre os sequestrados no dia 7 de outubro de 2023, estava o bebê Kfir Bibas, que só tinha 8 meses, quando homens armados palestinos liderados pelo Hamas invadiram o Kibbutz Nir Oz e os levaram.

    Em novembro de 2023, o Hamas disse que o bebê, o irmão de 4 anos, Ariel, e a mãe, Shiri, foram mortos em um ataque aéreo israelense. Na época, Israel disse que investigaria a alegação. Desde então, não se sabe o paradeiro da família.

    Saída do gabinete de guerra 

    Ainda na entrevista, Gantz falou sobre como era fazer parte do gabinete de guerra.

    “Quando aconteceu o ataque do dia 7 de outubro, estávamos todos na mesma página e trabalhamos em sincronia. Mas com o tempo as coisas mudaram. As decisões foram adiadas devido à pressão do (Ministro das Finanças israelense) Bezalel Smotrich e outros. Não apenas desisti, mas tentei alertar e corrigir o caminho deles. Assim que percebi que isso era impossível, fui embora”, disse Gantz.

    “A batalha no sul será longa. Estaremos nisso por anos. Israel tem que seguir um novo caminho. [Os] desafios são enormes. Só poderemos enfrentá-los se Israel escolher uma nova liderança.”

    Quanto à futura administração de Gaza, Gantz disse que “não pode ser o Hamas e não pode ser Israel”. Ele acrescentou que Israel continuará o seu domínio militar sobre alguns territórios em Gaza “mas não governará Gaza”.

    Benny Gantz deixou o governo depois que expirou o prazo que ele deu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para apresentar um plano para a guerra e para o futuro do território palestino.

    Gantz é considerado o principal rival político de Netanyahu em uma próxima eleição.