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    Bolsonaro diz que seu partido vai contratar empresa para fazer auditoria nas eleições

    Presidente volta a questionar segurança do voto eletrônico e afirmou que auditar os votos é permitido por lei

    Da CNN*

    São Paulo

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    Em live transmitida de João Pessoa (PB) nesta quinta-feira (5), Jair Bolsonaro (PL) disse que combinou com seu partido a contratação de uma empresa para fazer uma auditoria nas eleições. Segundo o presidente, a organização a ser contratada vai pedir informações ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    “Estive com o presidente do PL há poucos dias e nós contrataremos uma empresa para fazer auditoria nas eleições. A empresa vai pedir ao TSE algumas informações. O que pode acontecer? Essa empresa que faz auditoria no mundo todo, empresa de ponta, pode chegar à conclusão que, dada a documentação que se tem na mão, dado ao que já foi feito, ela pode falar que não foi auditável. Olha a que ponto vamos chegar”, afirmou Bolsonaro.

    Ainda na transmissão, Bolsonaro afirmou que a lei permite a auditoria por parte dos partidos.

    “Devemos dar satisfação, está garantido por lei o partido contratar uma empresa para fazer auditoria. É o momento para o TSE mostrar para o mundo que nós temos o sistema mais confiável do mundo”, declarou Bolsonaro.

    O TSE respondeu à CNN que a fiscalização das eleições está prevista na lei n° 9.504 de 30 de setembro de 1997, conhecida como Lei das Eleições. De acordo com a legislação, “os partidos concorrentes ao pleito poderão constituir sistema próprio de fiscalização, apuração e totalização dos resultados contratando, inclusive, empresas de auditoria de sistemas, que, credenciadas junto à Justiça Eleitoral, receberão, previamente, os programas de computador e os mesmos dados alimentadores do sistema oficial de apuração e totalização.”

    Assessoria de imprensa do PL disse que, por enquanto, “não tem informações sobre o assunto”.

    Pedido de divulgação de documentos

    A CNN teve acesso a um ofício encaminhado pelo ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, ao presidente do TSE, Edson Fachin, pedindo que seja dada publicidade a todos os documentos que foram trocados entre as Forças Armadas e a corte eleitoral.

    O documento tem potencial de desgastar a relação entre as duas instituições, pois também registra que o TSE não atendeu a um pedido de audiência do ministro.

    A ideia é abrir todas as sugestões que foram feitas no âmbito do Comitê de Transparência Eleitoral, colegiado do TSE que debate medidas para aperfeiçoar o sistema eleitoral.

    Com a eventual abertura dos dados, as forças pretendem tornar públicas todas as sugestões que foram feitas por elas e como o TSE se posicionou em relação a elas.

    (*Publicado por Carolina Farias)

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