Com Bolsonaro na Papuda, Eduardo pede apoio para eleger aliados ao Senado

Em vídeo, o ex-deputado afirmou que 2026 será “crucial para reverter o que está acontecendo no Brasil” e citou decisão de Moraes que autorizou Collor a cumprir prisão domiciliar por apneia do sono

Mateus Salomão, da CNN Brasil, Brasília
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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos, reagiu à notícia da transferência do pai para a “Papudinha”. Em vídeo publicado nas redes sociais, o filho “03” do ex-presidente criticou o ministro Alexandre de Moraes e pediu mobilização para reverter a situação.

Eduardo Bolsonaro afirmou que a transferência demonstra a “insensibilidade” de Moraes. Segundo ele, Bolsonaro atende as condições para ser transferido para prisão domiciliar e citou decisão de Moraes que autorizou o ex-presidente Fernando Collor a cumprir prisão domiciliar por apneia do sono.

O ex-deputado federal disse ainda que a real intenção de Alexandre de Moraes é evitar que Bolsonaro exerça influência nas Eleições Gerais de 2026. “Então fica aqui a denúncia porque ela tem que ser feita para nós sabermos contra quem nós estamos lidando”, completou.

O filho do ex-presidente, no mesmo vídeo, ainda instou os eleitores para que votem nos senadores alinhados a seu projeto político. A corrida ao Senado é visada pelo bolsonarismo, que tenta garantir maioria e aumentar sua influência sobre o STF.

Cabe aos senadores a apreciação de indicações e análise de pedidos de impeachment contra ministros da Corte.

“Todos nós podemos fazer alguma coisa, eleger senadores comprometidos com a causa da liberdade e também apoiar um presidente que não compactue com esse sistema. Se Deus quiser, o Brasil vai sair dessa ainda mais forte e representará o fim de psicopatas como Alexandre Moraes, com poder da caneta”, disse Eduardo Bolsonaro.

Bolsonaro transferido

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse transferido para a Papudinha ainda nesta quinta-feira (15) Até então, ele cumpria pena na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília.

Bolsonaro estava na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 22 de novembro, quando foi preso preventivamente após tentar violar a tornozeleira eletrônica. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses a que foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

Moraes ainda determinou que Bolsonaro deve ser submetido a junta médica da PF antes de nova análise para concessão de prisão domiciliar. A perícia também deve indicar eventuais adaptações necessárias para o cumprimento da pena no complexo penitenciário.

A defesa também havia solicitado assistência religiosa. Moraes autorizou, permitindo visitas do bispo Robson Lemos Rodovalho e do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni.