Dia da Árvore tem lembrança e comemorações pelo Brasil
Instituições e órgãos públicos celebram a data a menos de dois meses da COP30 no país

A menos de dois meses da COP30, o Brasil comemora o "Dia da Árvore". O dia 21 de setembro foi a data escolhida para coincidir com a chegada da primavera no Hemisfério Sul. A comemoração tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a importância das árvores para o equilíbrio ambiental.
A celebração em 21 de setembro também destaca a diversidade de biomas localizados no país, como a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica e o Cerrado, que abrigam uma grande variedade de espécies vegetais.
Fundação lança campanha
A Fundação SOS Mata Atlântica lançou, no sábado (20), a campanha "Gigantes da Mata". Em entrevista ao Estadão, a presidente do instituto, Márcia Hirota, disse que a ação é dedicada à proteção de diversas espécies centenárias espalhadas pelo país. “São símbolos de resistência e bases dos futuros que queremos construir”, relatou.
Nas redes sociais, a instituição fez uma postagem próxima a um dos maiores e mais antigos Jequitibás-Rosa da Mata Atlântica, em um trecho de mata na cidade de Mococa, interior de São Paulo.
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Data na terra da COP30
No Pará, estado que abriga a COP30 no Brasil em novembro deste ano, o governo destacou ações integradas de proteção ambiental, restauração florestal e incentivo ao uso responsável dos recursos naturais.
"Trabalhamos para a floresta continuar sendo fonte de vida, renda e dignidade. Mantemos a floresta em pé, restauramos áreas degradadas e incentivamos o plantio com apoio das comunidades e empresas”, explica Nilson Pinto, presidente do Ideflor-Bio, órgão responsável por cuidar das áreas de conservação estaduais.
Para celebrar a data, o instituto promoveu o plantio de mais de 50 ipês-amarelos e uma samaumeira, considerada a rainha da floresta amazônica. A espécie foi escolhida para representar a grandiosidade da biodiversidade.
Importância da data no ensino
Em Interlagos, um colégio tem a tradição do plantio anual de uma árvore pelos formandos do ensino médio, uma ação busca incentivar o cuidado com o meio ambiente.
Para o diretor pedagógico do Colégio Humboldt, Erik Hörner, essa prática se alinha com a busca de soluções para a urbanização acelerada de São Paulo. “Num momento em que a cidade busca soluções para enfrentar os efeitos da urbanização acelerada, tentamos mostrar que é possível unir educação e sustentabilidade”, afirma.

Aos ex-alunos, o plantio da árvore é um gesto de despedida que permanece vivo. Victor Fernandes Brugnera, que se formou em 2020, descreve a ação como uma forma de "deixar nossa marca na escola e, de certa forma, também no mundo". Anos depois, ele se emocionou ao reencontrar a muda que plantou, agora uma árvore quase duas vezes maior que ele. “Assim como a árvore se fortaleceu, nós também crescemos como pessoas”, reflete Victor. "É bonito perceber que nossas ações podem permanecer e gerar frutos, mesmo quando já seguimos outros caminhos.”