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Dia do Beijo: “Geração Z” é mais afetuosa do que X e Y, aponta pesquisa

Pesquisa com mais de 800 pessoas ao redor do Brasil mostra que jovens de 16 a 24 anos são os que mais se mostram afetuosos em relacionamentos, e entendem o beijo como forma de afeto

Joey Nicotra on Unsplash

Leticia Pazerocolaboração para a CNN

Nesta terça-feira (13) é comemorado o Dia do Beijo e recente pesquisa surpreendeu internautas ao mostrar que Geração Z é a que mais entende beijo como forma de afeto.

Uma pesquisa feita pela “Quem Disse, Berenice?”, em parceria com a consultoria “On The Go”, com pessoas de todo o Brasil, mostra que jovens de 16 a 24 anos são os que mais se mostram afetuosos em relacionamentos, e entendem o beijo como forma de afeto. Gerações anteriores conectam o beijo à sedução e ao desejo.

Além disso, 85% da Geração Z, que está comprometida, declara que só sente vontade de beijar os parceiros, 68% afirmam que é um gesto de amor e carinho, e 66% concordam que também é um tipo de conexão. Indo além, essa geração também é muito mais adepta do beijo entre mais de duas pessoas, do que as outras faixas etárias. Geração Z com 21% de “aprovação”, Y com 12%, e X com 13%.

Quando o assunto é desejo e sedução, 35% da Geração Z conectou o ato de beijar ao desejo e 19% à sedução. Diferente das gerações Y (de 25 a 40 anos) e X (41 a 50 anos) que, mesmo acreditando que beijo, afeto e conexão estão ligados, atribuem muito mais o beijo ao desejo (48 a 53%) e sedução (31 e 32%, respectivamente).

“Os dados surpreendem porque derrubam certos estereótipos comumente associados aos jovens da nova geração, pautada pela super-exposição e por valores disruptivos. Embora expressem comportamentos mais livres nas relações amorosas e na prática do beijo, também há, na mesma medida, uma grande dose de comprometimento, valorização afetiva e respeito nas relações, em que qualidade e respeito são ingredientes fundamentais. Não se trata, portanto, de uma geração de jovens que encara as relações de afeto de forma inconsequente, desmedida e hiper-sexualizada”, declarou Carlos Kawasaki, sócio-diretor da On The Go.

Se engana quem pensa que apenas o beijo na boca foi considerado. Levando em questão os outros tipos de beijo, como o beijo na testa ou na bochecha, os participantes afirmaram a importância desse tipo de carinho nos relacionamentos com diferença de até 10% para as demais faixas etárias (43% na geração Z, 33% na Y e 34% na X).

Mesmo tendo uma maior tendência ao afeto, a Geração Z foi a que mais se mostrou aberta à relações casuais, e adepta ao beijo mesmo sem um relacionamento rotulado. “Se você não estiver em um relacionamento, está tudo bem beijar outras pessoas e, caso esteja em um e o seu parceiro souber e aceitar isso, você também pode beijar outras pessoas”, disse um dos participantes da pesquisa, que pertence à Geração Z.

Ouvindo mais de 800 pessoas na pesquisa, esses resultados ajudam a construir um perfil mais detalhado sobre a atual geração de jovens consumidores, e dão uma direção maior para as marcas sobre inovações e propostas.