Em dia de feriado nos EUA, mercado abre semana de olho em ICMS e servidores

PIB chinês avança 8,1% em 2021, maior crescimento da década; no Brasil, prévia do PIB sobe 0,69% em novembro, após 3 quedas seguidas

Priscila Yazbek, da CNN, Em São Paulo
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Em dia de feriado nos Estados Unidos, o mercado doméstico abre a semana de olho no cenário político.

Em destaque, está a decisão dos estados de descongelar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis e a paralisação dos servidores federais, prevista para esta terça-feira (18).

Segundo a corretora Nova Futura, a decisão pode impactar as expectativas para a inflação e para as taxas de juros.

divulgação dos resultados do PIB na China e a divulgação do IBC-BR, a prévia do Produto Interno Bruto no Brasil, também dão o tom desta segunda-feira.

Vale ressaltar que os dados fracos nos Estados Unidos têm levado investidores a migrarem recursos para mercados emergentes e commodities, em busca de maiores ganhos. Como resultado, o dólar também vem perdendo força no mundo. Na semana passada, o Ibovespa subiu 4%.  

Na manhã desta segunda, o Ibovespa futuro caía 0,40%, aos 107.544 pontos. Já o dólar abriu a sessão em queda. 

Por volta das 10h, a moeda norte-americana recuava 0,48%, a R$ 5,5080.

Exterior

Começando pelo exterior, o mercado americano não abre, já que é comemorado o feriado de Martin Luther King.

O grande destaque no cenário internacional fica para o resultado do PIB da China, que fechou 2021 com avanço de 8,1%, o maior crescimento em uma década, desde 2011.

No entanto, no quarto trimestre, o crescimento desacelerou para 4%, o menor PIB trimestral do país asiático em um ano e meio. Dessa forma, a leitura é que a economia chinesa está perdendo força. A crise imobiliária, deflagrada pela Evergrande, e restrições rigorosas da Covid-19, são consideradas as causas para essa desaceleração.

Um ponto que desanimou os analistas em especial foi o dado de vendas no varejo, em dezembro. A alta foi de 1,7% sobre o ano anterior, ritmo mais lento desde agosto de 2020. Analistas avaliam que o dado pode afetar as commodities, já que a China é a maior compradora de matéria-prima do mundo.

Para conter a desaceleração, o governo chinês anunciou medidas de estímulo à economia. Assim, índices fecharam majoritariamente em alta no continente asiático. Na Europa, as bolsas também sobem, puxadas pelas ações de materiais básicos e pelo fluxo de investidores na Europa.

O S&P 500 futuro subia 0,19% nesta manhã, aos 4.671 pontos.

Brasil

Vindo para o Brasil, os dados fracos nos Estados Unidos têm levado investidores a migrarem recursos para mercados emergentes e commodities, em busca de maiores ganhos. Como resultado, o dólar também vem perdendo força no mundo. Na semana passada, o Ibovespa subiu 4%.  

A decisão dos estados de descongelar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis é monitorada pelo mercado. Segundo a corretora Nova Futura, a decisão pode impactar as expectativas para a inflação e para as taxas de juros.

A paralisação dos servidores federais, prevista para esta terça-feira (18), também segue no radar.

 

Agenda do Dia

Acabou de ser divulgado o IBC-BR, a prévia do PIB do Banco Central. O resultado do mês de novembro ficou em 0,69%, um pouco acima da expectativa do mercado, e interrompendo uma sequência de três meses de queda.

Também acabou de sair o Boletim Focus do Banco Central. O mercado elevou a expectativa para inflação deste ano, de 5,03 para 5,09%. Para 2023, a expectativa subiu de 3,35% para 3,40%.

A previsão para o PIB subiu levemente, de 0,28 para 0,29%. A previsão de 2023 subiu de 1,70% para 1,75%. Já as previsões para a Taxa Selic foram mantidas em 11,75% em 2022 e 8% em 2023.

No exterior, destaque para CPI da zona do euro e para a decisão sobre a taxa de juros no Japão.