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    “Henry chegou sem nenhum arranhão ao hospital”, diz Jairinho em depoimento

    Juíza acata pedidos da defesa de busca e apreensão das imagens das câmeras do hospital; Prazo para entrega do material inicia nesta terça-feira (14)

    Beatriz Puenteda CNN

    Rio de Janeiro

    Depois de sete horas de depoimento, Jairo Souza Santos Junior, o doutor Jairinho, afirmou que as imagens das câmeras do hospital para onde Henry Borel foi levado comprovam que o menino teria chegado “sem nenhum arranhão”. O ex-vereador alega que a morte foi acidental. Segundo o Ministério Público, o laudo pericial contabilizou 23 lesões. Ao final do depoimento, a juíza Elizabeth Machado Louro acatou os pedidos da defesa e solicitou a busca e apreensão das câmeras do hospital.

    O processo tramita no 2º Tribunal do Júri da Capital do Rio de Janeiro. Jairinho e Monique Medeiros são acusados pela morte do menino Henry, filho de Monique, em março de 2021. Monique está em prisão domiciliar há pouco mais de dois meses.

    Durante a audiência, Jairo disse que o hospital teria perdido as imagens do dia da morte de Henry e que enviou apenas um ofício. Em nota, o hospital afirmou que toda a documentação relacionada ao atendimento prestado ao paciente foi entregue às autoridades. Ele apontou que as imagens seriam imprescindíveis para o caso.

    Além da busca pelas câmeras, a juíza determinou a entrega do segundo raio-X feito em Henry; do depoimento do radiologista, auxiliares de necropsia e da enfermeira; da realização da reprodução simulada no hospital; checagem do horário que consta na câmera do elevador do prédio onde eles moravam; e a escala de plantão e certificado dos profissionais de saúde do hospital. O prazo para a elaboração desse material é de cinco dias a partir de terça-feira (14).

    A defesa do ex-vereador já havia solicitado na Justiça para ouvir as duas médicas que atenderam Henry e o responsável pela radiologia do hospital. O pedido aguarda decisão no Superior Tribunal de Justiça. Além disso, Jairo alegou que a reprodução simulada não foi feita na unidade de saúde onde Henry foi atendido.

    A defesa do réu destacou diferenças do laudo com a realidade. Um dos documentos do Instituto Médico Legal apontavam que o menino teria dado entrada em um hospital municipal, quando na verdade o atendimento foi feito em uma unidade particular.

    No início da audiência, Jairinho afirmou que seu histórico era de um bom pai e que jamais havia batido em uma criança.

    Essa foi a segunda vez que Jairo  é ouvido no processo de instrução e julgamento. Em fevereiro, ele falou por 10 minutos e preferiu ficar em silêncio na maior parte das perguntas. Já Monique Medeiros, na mesma ocasião, falou por 11 horas.

    Depois da audiência desta segunda-feira (13), a juíza vai definir as próximas etapas do processo e se os réus irão a júri popular.