JiveMauá lança Fiagro de crédito para agronegócio
JMAG investirá na cadeia do setor com retorno-alvo de 15% ao ano para cotistas seniores

A JiveMauá, gestora de investimentos com R$ 25 bilhões em ativos sob gestão, lançou seu primeiro Fiagro de crédito negociado na Cetip (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados). O JMAG – JiveMauá Agronegócio Fiagro será dedicado a investir na cadeia do agronegócio brasileiro.
A cota sênior do JMAG, acessível ao investidor geral, tem retorno‑alvo de 15% ao ano, líquido de custos, em série pré‑fixada com prazo de seis anos. O fundo distribui juros mensais isentos de Imposto de Renda e não possui come‑cotas.
A oferta pública, coordenada pela XP Investimentos, tem preço de subscrição de R$ 100 por cota e investimento mínimo de R$ 1 mil por investidor.
O fundo nasce com uma carteira de mais de R$ 500 milhões, composta por 22 operações, em maioria originadas e estruturadas pela JiveMauá, com remuneração média estimada de CDI + 5,4% ao ano nos ativos subjacentes e duration aproximada de 3,6 anos.
A alocação é diversificada por instrumento – FIDCs, CRAs, CPRs, operações de sale and leaseback e debêntures privadas – e por segmento: revendas, produtores rurais, sucroenergético, máquinas, fertilizantes, distribuidores, e indústria alimentícia.
“Investir no agro é uma decisão baseada na relevância do setor e experiência da JiveMauá em crédito: o setor continua sendo o principal motor da economia e a restrição de crédito combinada com a renegociação de passivos de bons devedores criaram oportunidades excepcionais para o crédito estruturado, com garantias sólidas e que protegerão o investidor do JMAG em cenários de estresse”, afirma Paulo Fleury, gestor do portfólio de agronegócio da JiveMauá, em nota.
A estrutura do JMAG foi desenhada para oferecer proteção adicional ao investidor da cota sênior. No nível do fundo, a JiveMauá, por meio de fundos já existentes, investe R$ 75 milhões na cota subordinada, equivalente a 15% do patrimônio total do novo FI-Agro. Essa cota subordinada absorve integralmente custos da estrutura (administração, distribuição, assessoria jurídica, CVM, ANBIMA) e eventuais primeiras perdas antes de qualquer impacto para o cotista sênior.
No nível das operações, a maioria dos créditos são estruturados com garantias reais, como alienação fiduciária de imóveis e máquinas e cessão de recebíveis.
O fundo tem foco em empresas e conglomerados com faturamento anual mínimo de R$ 150 milhões, governança corporativa e capacidade de oferecer garantias reais robustas.


