Prisioneiros palestinos são levados para sul de Israel antes de libertação

Movimentação acontece durante os preparativos antes de troca de reféns, que deve acontecer nas próximas horas

Sophie Tanno e Eugenia Yosef, da CNN
Fachada da prisão Ofer, em Israel, antes da libertação de prisioneiros palestinos  • Reprodução/Reuters
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Prisioneiros palestinos que devem ser libertados por Israel como parte do acordo de cessar-fogo em Gaza foram transferidos para centros de detenção no sul do país neste sábado (11).

Um porta-voz dos serviços prisionais de Israel disse que os detentos foram levados para complexos de deportação nas prisões de Ofer e Ketziot.

Lá, eles aguardam instruções do "escalão político", disse o porta-voz.

O Ministério da Justiça israelense publicou na sexta-feira os nomes de 250 prisioneiros palestinos detidos em prisões israelenses e com previsão de libertação.

A lista indica que 142 dos prisioneiros serão deportados. Os demais retornarão para a Cisjordânia ou para Jerusalém Oriental.

Entenda os termos do acordo entre Israel e Hamas

O que foi acordado: A primeira fase do plano de cessar-fogo incluirá a libertação de todos os reféns, a retirada das tropas israelenses de Gaza para uma linha previamente definida e a libertação de alguns prisioneiros e detentos palestinos.

Trump também anunciou a criação de um “conselho de paz” para manter um fim duradouro ao conflito na região.

O que permanece desconhecido: Ao anunciar o acordo, nenhuma das principais partes abordou pontos-chave do plano, incluindo o desarmamento do Hamas e a futura governança de Gaza.

Três fontes israelenses disseram à CNN que o grupo palestino pode não saber a localização ou não conseguir recuperar os restos mortais de alguns dos 28 reféns restantes.

Reconstrução da Faixa de Gaza: Trump afirmou que países do Oriente Médio ajudarão na reconstrução do território palestino, mas não ofereceu mais detalhes.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a agência “aumentará a entrega de ajuda humanitária sustentada e baseada em princípios, e avançaremos nos esforços de recuperação e reconstrução em Gaza”.