WSL e SailGP retiram oito toneladas de lixo da Baía de Guanabara
Ação que reuniu atletas e pescadores locais antecede a primeira etapa do circuito mundial de vela no Rio de Janeiro
Cerca de oito toneladas de lixo foram retiradas da Baía de Guanabara na última quinta-feira (2), em uma ação conjunta da World Surf League (WSL) com o Mubadala Brasil SailGP Team.
O mutirão ocorreu na região da Ilha do Fundão e reuniu cerca de 80 pessoas, entre pescadores locais e pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). A destinação dos resíduos ficou a cargo da ONG Nas Marés.
A ação foi realizada na semana que antecede o Enel Rio Sail Grand Prix, etapa do circuito mundial de vela marcada para os dias 11 e 12 de abril, na capital carioca. Será a primeira edição do SailGP na América do Sul.
A iniciativa também marca o início de uma parceria entre as duas organizações, com foco em ampliar projetos de preservação dos oceanos ao longo da temporada. Em edição anterior, foram retiradas quatro toneladas de resíduos da baía.
“A parceria com o SailGP mostra como diferentes esportes podem atuar de forma integrada para enfrentar desafios ambientais urgentes”, afirmou Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina.
Participaram ainda da ação a bicampeã olímpica Martine Grael, capitã do time brasileiro no SailGP, e a surfista de ondas gigantes Michelle des Bouillons.
“A Baía de Guanabara sempre teve um papel muito importante na minha trajetória como atleta. Participar de uma ação como essa amplia essa relação e traz um olhar mais atento para os desafios ambientais da região”, disse Martine.
Já Michelle destacou o papel do esporte na proteção ambiental. “O oceano é o nosso local de trabalho e também a nossa casa. Participar de uma iniciativa como essa mostra a força do esporte na preservação dos ecossistemas.”



