Davi Alcolumbre, presidente do Senado, está com coronavírus


Chico Prado, Larissa Rodrigues e Teo Cury Da CNN Brasil, em Brasília
18 de Março de 2020 às 20:57 | Atualizado 19 de Março de 2020 às 00:02
 

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), testou positivo para o novo coronavírus. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Presidência do Senado nesta quarta-feira (18).

Segundo nota divulgada, o resultado foi verificado no segundo exame ao qual o senador se submeteu, feito nesta terça-feira (17). "Davi Alcolumbre, no entanto, está bem, sem sintomas severos, salvo alguma indisposição", diz o texto.

De acordo com o comunicado, o presidente do Senado está em isolamento domiciliar, seguindo os protocolos de conduta do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesta noite, Alcolumbre disse no Twitter que está bem e "sem sintomas severos".

Quem o substitui como presidente do Congresso Nacional, segundo o regimento, é o primeiro-vice-presidente da Câmara, ou seja, o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP). Já no Senado, na ausência do presidente Davi Alcolumbre, quem assume é o primeiro-vice-presidente da Casa, Antonio Anastasia (PSD-MG).

Autoridades

Alcolumbre é o segundo senador a testar positivo para a COVID-19. Antes dele, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que viajou com o presidente Jair Bolsonaro em comitiva aos Estados Unidos, também já havia recebido resultado positivo para a doença.

Nesta quarta, dois ministros do governo federal também receberam o mesmo resultado. São eles o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Augusto Heleno, e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

O ministro Augusto Heleno afirmou à CNN Brasil que não se aproximou de ninguém a menos de dois metros de distância, como medida que já vinha adotando contra o coronavírus. Heleno tem 72 anos e está no grupo de risco.

Trabalho remoto

A comissão diretora do Senado Federal publicou um ato na terça-feira (17) regulamentando o trabalho retomo na casa. O objetivo é diminuir a circulação de pessoas no Congresso Nacional e, assim, aumentar o combate à transmissão da pandemia do coronavírus.

Com o ato número 7, senadores poderão discutir e votar matérias urgentes remotamente. Servidores serão autorizados a usar o Serviço de Acesso Remoto da Rede Local do Senado Federal  (SARE) e, assim, também poderão trabalhar de casa.

Para trabalhar de casa, os senadores usarão uma plataforma de comunicação móvel que permite debates com vídeo e áudio. Para acessar o sistema, os senadores terão de digitar uma senha e, no momento das votações, uma outra senha única será gerada e enviada para o celular do parlamentar. O sistema também será capaz de fazer uma identificação do rosto dos senadores, para evitar que outras pessoas usem a plataforma.

Reunião

Na segunda-feira, o presidente do Senado participou de uma reunião convocada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. O encontro reuniu outros seis ministros do STF, Rosa Weber, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin.

Além dos magistrados, também estavam no evento o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, a presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministra Maria Cristina Peduzzi, o vice-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro José Barroso Filho, o advogado-geral da União, André Mendonça, o procurador-geral da República, Augusto Aras, o médico responsável pelo STF, Marco Polo, e o secretário-geral do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho.