Reunião distensiona relação entre Bolsonaro e Mandetta

Reunião no Palácio do Planalto durou cerca de uma hora e foi "tranquila", dizem fontes

Caio Junqueira e Basília Rodrigues Da CNN, em Brasília
08 de abril de 2020 às 13:00
O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o presidente da República Jair Bolsonaro conversam usando máscaras, em videoconferência com representantes da iniciativa privada
Foto: Isac Nóbrega/PR/Divulgação (20.mar.2020)

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reuniram-se nesta quarta-feira (8) por cerca de uma hora no Palácio do Planalto. Segundo fontes, ambos tiveram uma conversa tranquila, a sós, para "acertar os ponteiros" e "olhar para a frente". O ministro apresentou a atual situação do combate e o plano de ação para os próximos dias. 


Falaram ainda de um estudo do Banco Mundial que coloca o Brasil como um bom exemplo no combate à doença. Também trataram dos gargalos. Dentre eles, o acompanhamento dos leitos que estarão disponíveis, o crescimento da doença e a falta de equipamentos.  "O pico da tensão passou. É um encontro de ajustes. O próprio Mandetta fez gestos de pacificação", afirmou fonte próxima ao ministro.
Bolsonaro havia chamado Mandetta ontem à noite para esta reunião, após o ministro ter flexibilizado o discurso e dizer que os médicos podem indicar a hidroxicloroquina para tratamento do coronavírus, desde que os pacientes concordem e saibam dos riscos.

O ministério da Saúde acompanha pelo menos nove estudos, com diferentes substâncias, para enfrentar a doença. Entre as pesquisas, remédios usados contra esclerose múltipla, HIV e a própria hidroxicloroquina, prescrita em caso de malária ou doenças autoimunes.
Após o encontro, interlocutores do presidente e do ministro disseram que houve tensionamento político arrefeceu. Mandetta, porém, deixou o Palácio do Planalto sem falar com a imprensa.