Brasil tem 141 mortes por COVID-19 em 24 horas, nº recorde; total chega a 941

País tem 17.857 casos confirmados da COVID-19 no país, 1,930 a mais que no dia anterior, segundo balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira (9)

Guilherme Venaglia Da CNN, em São Paulo
09 de abril de 2020 às 17:00 | Atualizado 09 de abril de 2020 às 18:31
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, entre o secretário-executivo João Gabbardo e o diretor de logística, Roberto Dias
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (9) nova atualização do panorama da pandemia do novo coronavírus no Brasil. De acordo com o boletim, há 941 óbitos e 17.857 casos confirmados da COVID-19 no país.

No relatório de quarta-feira (8), o ministério havia reportado 800 mortes e 15.927 casos confirmados de coronavírus no país. Portanto, foram confirmadas 141 novas mortes e 1.930 novos diagnósticos da doença.

Os estados com maior número de casos são São Paulo (7.480), Rio de Janeiro (2.216) e Ceará (1.425). Na sequência, aparecem Amazonas (899), Minas Gerais (655), Rio Grande do Sul (618) e Paraná (609). 

Balanço

Há uma defasagem permanente nos dados registrados pelo Ministério da Saúde. Isto porque o boletim anunciado diariamente às 17h reflete os registros das secretarias estaduais de Saúde ao longo das 24 horas anteriores.

Outra razão é a própria demora dos testes. Há grande volume de exames sendo analisados e processados, o que amplia o prazo de demora para os resultados. A principal forma de identificação dos óbitos são aqueles casos de pessoas que já tinham sido diagnosticados com a COVID-19 e faleceram após piora no quadro da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, entre os óbitos, 78% foram em pacientes com 60 anos ou mais. Ao todo, 74% apresentavam ao menos um fator considerado como de risco.

As doenças pré-existentes mais comuns são cardiopatia, diabetes, pneumopatia, doença neurológica e doença real. 

Pico

O secretário-executivo do ministério, João Gabbardo, afirmou nesta quinta-feira (9) que o pico de disseminação da COVID-19 nos estados com o maior número de casos deva acontecer entre o final de abril e o começo de maio.

Segundo Gabbardo, este não é o momento de que as regiões com a maior proporção de casos façam afrouxamentos de quarentenas. "Nós devemos dar a máxima atenção a questão da mobilidade social nestes locais", diz.

No entanto, o secretário-executivo frisou que dentro destes estados, há a possibilidade de flexibilizar o isolamento para municípios que tenham poucos casos, alta capacidade de atendimento e estoque suficiente de equipamentos de proteção individual.

O ministério detalhou as regiões, dentro dos estados, que se apresentam como focos de disseminação. A cidade de Fortaleza (CE) é a principal concentração, com 43,9 casos a cada cem mil habitantes. Depois vem a cidade de São Paulo (40,4 casos), Manaus e entorno (28,1 casos), Distrito Federal (16,9 casos), e a área central do Amapá (16,8).