Superintendente da PF do RJ assumirá diretoria-executiva, diz Bolsonaro


Da CNN, em São Paulo
05 de maio de 2020 às 09:35 | Atualizado 05 de maio de 2020 às 10:14

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), disse nesta terça-feira (5) que o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro assumirá o cargo de diretor-executivo do órgão. Na saída do Palácio do Alvorada, Bolsonaro afirmou que não interfere na instituição e não pediu a troca do superintendente.

“Para onde está indo o superintendente do Rio de Janeiro? Para ser o diretor-executivo da PF”, afirmou ele. “Não tem nenhum parente meu investigado pela Polícia Federal, nem eu e nem meus filhos. É uma mentira que a imprensa replica o tempo todo dizer que meus filhos querem trocar o superintendente", acrescentou.

Enquanto falava, Bolsonaro segurava uma folha de papel com uma imagem da capa do jornal Folha de S.Paulo com a manchete “Novo diretor da PF assume e acata pedido de Bolsonaro”. Após falar com apoiadores, o presidente se dirigiu à imprensa. Ele não respondeu perguntas e chegou a mandar um jornalista calar a boca. 

Na segunda-feira, a CNN antecipou que o novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, iria trocar o chefe da superintendência da corporação no Rio de Janeiro. O atual ocupante do cargo, Carlos Henrique Oliveira, substituirá Disney Rossetti como diretor executivo da PF, o segundo cargo mais importante da polícia.

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No pedido de demissão, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro disse que Bolsonaro queria trocar o superintendente no RJ.

Na segunda-feira, também na saída do Alvorada, Bolsonaro exibiu uma folha de papel com um print do portal O Antagonista, com a reportagem "PF na cola de 10 a 12 deputados bolsonaristas". “Tá escrito embaixo: ‘mais um motivo para troca’. Realmente eu escrevi isso embaixo, como diz a matéria. E estou dizendo que isso é fofoca, tá legal?”, afirmou o presidente.

Logo após a sua demissão, Moro divulgou um print de uma conversa no WhatsApp no qual o presidente envia a reportagem e diz na sequência: "Mais um motivo para troca". Seria uma referência ao então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, que foi exonerado no dia seguinte.