AGU pede ao STF que haja prévia comunicação sobre ações em inquérito de Moro

Advocacia-Geral da União pede ainda que seja permitida a presença de seus advogados para acompanhamento de ações

Gabriela Coelho, da CNN, em Brasília
09 de maio de 2020 às 22:31 | Atualizado 09 de maio de 2020 às 22:33
O presidente Jair Bolsonaro e Sergio Moro em reunião do Ministério da Justiça
Foto: Marcos Corrêa/PR (5.fev.2020)


A Advocacia-Geral da União enviou ao Supremo Tribunal Federal, neste sábado (9), um pedido para que haja prévia comunicação ao advogado-geral da União de toda e qualquer decisão e ações que possam ocorrer no inquérito que apura declarações do ex-ministro Sergio Moro envolvendo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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A AGU pede ainda que seja permitida a presença de seus advogados para acompanhamento de ações. O presidente informou ainda que a sua representação judicial no inquérito será concretizada por meio da Advocacia-Geral da União, e esclarece estar ciente da data e horário das oitivas de testemunhas na próxima semana.

O pedido acontece após o procurador-geral da República, Augusto Aras, enviar à Corte um pedido para receber a íntegra da gravação da reunião entre o presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão, ministros e presidentes de bancos públicos realizada no dia 22 de abril no Palácio do Planalto.

O encontro foi citado pelo ex-ministro Sergio Moro, em depoimento à Polícia Federal (PF), sobre a suposta tentativa de interferência do presidente em investigações da PF.

O ministro Celso de Mello recebeu a cópia da gravação na noite de sexta-feira (8). O registro da reunião foi solicitado pelo decano, que determinou que a mídia seja mantida em segredo de Justiça.