Braga Netto diz que Bolsonaro queria trocar segurança pessoal

Analista de polícia da CNN Renata Agostini teve acesso ao depoimento do ministro à Polícia Federal

Da CNN em São Paulo
12 de maio de 2020 às 20:25 | Atualizado 12 de maio de 2020 às 20:51

A analista de política da CNN Renata Agostini teve acesso ao depoimento do ministro Walter Braga Netto à Polícia Federal, ocorrido nesta terça-feira (12). Sobre a reunião de Jair Bolsonaro (sem partido) com todos os ministros, realizada em 22 de abril, Braga Netto afirmou que o presidente revelou a intenção de trocar a segurança no Rio de Janeiro, mas que seria a segurança pessoal.

O ministro disse no depoimento que “ele entende ter se tratado da segurança pessoal do presidente, a cargo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado por Augusto Heleno, não tendo referência à Polícia Federal”.

Braga Netto também contou que Bolsonaro se queixava da falta de esclarecimentos sobre o caso do porteiro em seu condomínio no Rio de Janeiro, que havia identificado a sua voz. Na ocasião, o porteiro envolveu o nome do presidente no inquérito que investiga a morte de Marielle Franco.

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O general também confirmou uma reunião entre ele, Sergio Moro (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (GSI) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), ocorrida em 23 de abril, um dia depois da reunião ministerial.

Sobre esse encontro, Braga Netto disse que “Moro revelou que Bolsonaro permanecia com a ideia de trocar a direção da Polícia Federal, mas que não concordava com a interferência nessa instituição e teria uma biografia a manter”.

Braga Neto ainda disse que não se recordava se Moro chegou a citar nomes para substituir Maurício Valeixo na Polícia Federal.