Congresso irá debater adiamento de eleição municipal devido ao coronavírus

Segundo Davi Alcolumbre, deve ser criado um grupo de trabalho ou comissão especial para discutir, com a Justiça Eleitoral, o adiamento das eleições

Reuters
19 de maio de 2020 às 17:30 | Atualizado 20 de maio de 2020 às 07:40

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou nesta terça-feira (19) que deve ser criado um grupo de trabalho ou comissão especial de parlamentares para discutir, com a participação da Justiça Eleitoral, o adiamento das eleições municipais previstas para outubro.

O senador disse ter se reunido com o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ministro Luís Roberto Barroso, que assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na próxima segunda-feira, para conversar sobre a situação, em encontro que também contou com a presença de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados.

"A gente tem acompanhado, nos últimos dias, essa aflição dos brasileiros em relação a esse problema de saúde pública", disse Alcolumbre. "E a preocupação, naturalmente, com a democracia, com as instituições e com as eleições municipais."

Leia também:

Líderes querem adiar eleição deste ano, que passaria para dezembro

STF rejeita ampliar prazo de filiação para eleições 2020 por causa de pandemia

"A gente vai constituir, na verdade não sei se um grupo de trabalho ou uma comissão especial, formada por deputados e senadores", afirmou o presidente do Congresso, acrescentando que a tarefa do grupo será "conciliar esse calendário".

Maia também comentou o assunto e informou que a intenção é produzir uma saída legislativa que adie as eleições sem que isso implique na prorrogação dos atuais mandatos.

Há preocupação, entre parlamentares, não apenas com a aglomeração de pessoas no dia da votação, mas também com a dificuldade de realização de campanha em um momento de restrição de circulação de pessoas e de isolamento social. As eleições estão marcadas para 4 e 25 de outubro.

Por conta da Covid-19 e de suas implicações, o Congresso já vem adotando medidas como a realização de sessões remotas de votação, e na segunda-feira optou por cancelar o recesso parlamentar que teria início em 17 de julho.