Paulo Marinho depõe por 5 horas e deixa PF dizendo que processo é sigiloso

Empresário depôs após denunciar, em entrevista à Folha de S.Paulo, que a operação da PF que mirou Fabrício Queiroz teria sido vazada para Flávio Bolsonaro

Da CNN, em São Paulo e no Rio de Janeiro
20 de maio de 2020 às 20:27 | Atualizado 20 de maio de 2020 às 20:41
Paulo Marinho presta depoimento à Polícia Federal no Rio de Janeiro
Foto: Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo (20.mai.2020)

Após mais de cinco horas, o empresário Paulo Marinho encerrou na noite desta quarta-feira (20) seu depoimento à Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Ao deixar o prédio, ele disse à imprensa que não poderia dar nenhuma declaração sobre a audiência, tanto por determinação das autoridades judiciais, quanto para não prejudicar as investigações. O inquérito corre em sigilo.

Marinho foi chamado a depor após dizer em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) teria sido avisado da Operação Furna da Onça com antecedência.

Desdobramento da Lava Jato, a ação investigava corrupção e lavagem de dinheiro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Flávio Bolsonaro não era um dos alvos, mas foi no âmbito dessa investigação que surgiu o nome de Fabrício Queiroz, ex-assessor suspeito de ter coordenado um esquema de "rachadinha" no gabinete do então deputado estadual.

Havia a expectativa de que Paulo Marinho apresentasse provas à PF das acusações de seu companheiro de chapa. Ao chegar ao local, o ex-aliado da família presidencial foi perguntado sobre o que carregava na mochila. "Um suco de laranja", brincou.

Com informações do Estadão Conteúdo