Bolsonaro e Aras se reúnem antes de decisão sobre investigação de interferência

O procurador-geral irá decidir sobre dar prosseguimento ou arquivar a investigação

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN   Da CNN, em São Paulo
25 de maio de 2020 às 12:54 | Atualizado 25 de maio de 2020 às 12:56
O presidente Jair Bolsonaro e o procurador-geral da República, Augusto Aras, se reúnem em Brasília
Foto: Marcos Corrêa/PR (25.mai.2020)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o procurador-geral da República, Augusto Aras, se reuniram na manhã desta segunda-feira (25) depois de uma solenidade virtual da Procuradoria-Geral da República (PGR). A informação é da analista de política Basília Rodrigues, da CNN

Depois do evento online, Bolsonaro se dirigiu até a PGR, onde cumprimentou e tirou fotos com Aras. O procurador-geral irá decidir sobre dar prosseguimento ou arquivar a investigação sobre o caso das acusações de tentativa de interferência na Polícia Federal (PF). 

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O encontro ocorreu após a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, na qual, segundo o ex-ministro Sergio Moro, Bolsonaro teria deixado claro que pretendia interferir na PF. Questionado durante o final de semana, Aras informou que ainda não tinha assistido à gravação. 

No vídeo, Bolsonaro diz que não esperaria sua família e amigos serem atingidos para "trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro". "O tempo todo pra me atingir, mexendo com a minha família. Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui! E isso acabou. Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meus, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira", afirmou Bolsonaro na reunião.

Mais cedo, o braço-direito do procurador-geral da República, o secretário-geral do Ministério Público da União, Eitel Santiago, disse ao analista de política Caio Junqueira, da CNN, que não vê provas em vídeo e contesta entrega de celular a STF.