Doria diz que Zambelli prefere papel de 'Mãe Diná'; deputada nega 'previsão'

Políticos responderam sobre a operação de possível fraude em compra de respiradores em outros estados

Da CNN
10 de junho de 2020 às 15:01 | Atualizado 10 de junho de 2020 às 15:04

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou na tarde desta quarta-feira (10) a deputada federal Carla Zambelli (PSL), após a parlamentar usar as redes sociais para afirmar que o estado será um dos próximos alvos das operações da Polícia Federal.

Durante a coletiva diária sobre a situação do estado diante da pandemia do novo coronavírus, o governador disse que Zambelli "prefere cumprir o  papel de 'mãe Diná' ao invés de cumprir seu papel como parlamentar" e disse ainda que ela não é porta-voz da PF.

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"A deputada prefere cuprir o papel de 'Mãe Diná" ao invés de cumprir seu papel de parlamentar. Ela trata PF como polícia privada. A deputada Zambelli não tem cargo e nem mandato na PF, muito menos para ser porta-voz da Polícia ou antecipar atos, em qualquer lugar, seja em SP ou qualquer parte do Brasil. Se ela estiver exercendo ilegalmente essa função, estamos falando de uma polícia política", criticou Doria. 

"SP tem todas as suas ações fiscalizadas pelos órgãos fiscalizadores e que têm competências para realizar fiscalização das contas públicas (Ouvidoria, MP, TCE e TJ-SP). SP não precisa de vitrola parlamentar ideológica e nem de uma deputada que prefere engraxar as botas dos militares, especialmente seu chefe, o presidente da República", assegurou.

À CNN, Zambelli rebateu as críticas feitas por Doria. Segundo ela, não há nada de previsão e que "acompanho as investigações e o repasse de dinheiro para os estados desde 2011". 

"Se o Petrolão teve a corrupção que teve, imagina um estado que dispensa licitação para Covid-19 ou para qualquer outra coisa? São Paulo gastou R$5 milhões com radares, por exemplo", concluiu.

(Edição de Luiz Raatz)