Advogado de Queiroz é o mesmo do miliciano Adriano da Nóbrega

Paulo Emilio Catta Preta falou à CNN que havia sido procurado por Queiroz há cerca de 15 dias para assumir a defesa dele no processo

Daniel Motta Da CNN, em São Paulo
18 de junho de 2020 às 12:01 | Atualizado 18 de junho de 2020 às 17:08
Senador Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz
Senador Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz
Foto: Reprodução/Facebook
 

O mesmo advogado que é responsável pelo caso do miliciano Adriano da Nobrega foi contratado nesta quinta-feira (18) para defender Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), preso hoje em Atibaia, no interior de São Paulo.

Paulo Emilio Catta Preta falou à CNN que havia sido procurado por Queiroz há cerca de 15 dias para assumir a defesa dele no processo em que é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no esquema de rachadinha no gabinete do Flávio. O advogado disse que vai pedir ainda hoje a revogação da prisão preventiva.

Segundo o advogado, embora tivesse sido procurado para assumir a defesa de Fabrício Queiroz há 15 dias, ainda não tinha acertado o contrato. “Tive que antecipar a defesa dele hoje por conta da prisão”, comentou o advogado.

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Catta Preta disse que logo após a prisão de Fabricio Queiroz, viajou para o Rio de Janeiro para acompanhar a situação e entrar com o pedido de revogação da prisão. “Estou no Rio de Janeiro em busca da decisão judicial que mandou prendê-lo e após isso vou entrar com o pedido de revogação da preventiva”, comentou.
 
Paulo Emilio é contratado da família do miliciano Adriano da Nobrega, morto em fevereiro deste ano na cidade de Esplanada, no interior da Bahia, em um confronto com a polícia.
 
O ex-capitão do Bope era apontado como chefe da milícia Escritório do crime, que atua na zona oeste do Rio de Janeiro e é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suposto envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

Na investigação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a mãe e a esposa do miliciano aparecem como  funcionárias do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj,  quando ele era deputado estadual. Segundo relatório do Coaf, Raimunda Veras Magalhães, a mãe de Adriano, teria depositado uma quantia de R$ 4,6 mil na conta de Fabrício Queiroz.

A esposa dele, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, também trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj e recebia um salario de quase R$ 5,2 mil, a mesma quantia da mãe do miliciano.