Decotelli tem sensibilidade social, mas sem radicalização ideológica, diz Vélez

Ex-ministro da Educação avaliou o novo comandante do MEC como um liberal conservador com grande capacidade de diálogo

Da CNN, em São Paulo
25 de junho de 2020 às 16:57 | Atualizado 25 de junho de 2020 às 17:08

Após a saída de Abraham Weintraub do Ministério da Educação na última semana, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) definiu o novo ministro da pasta: Carlos Alberto Decotelli da Silva. Ele foi presidente do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) entre dezembro de 2018 e agosto de 2019, segundo o currículo Lattes do novo ministro -- ou seja, já no governo Bolsonaro.

Decotelli participou da gestão do primeiro ministro da Educação do governo Bolsonaro, Ricardo Vélez Rodríguez, que em entrevista para a CNN nesta quinta-feira (25) destacou a capacidade de diálogo e sensatez do novo ministro.

“Decotelli tem sensibilidade social, mas está longe da radicalização ideológica, ele é equilibrado para exercer um trabalho técnico. Como presidente do FNDE, ele desempenhou com muita satisfação seu trabalho e pode somar muito no governo pois irá atender as demandas da sociedade.”

Leia também:

Bolsonaro não pediu gestão 'ideológica' no MEC, diz Decotelli

Quem é Carlos Alberto Decotelli, novo ministro da Educação do governo Bolsonaro

Vélez elogiou especialmente o programa “Mutirão de Prefeitos”, idealizado pelo FNDE durante a gestão Decotelli que visava dar assessoria a prefeitos de cidades do interior do país a gerir melhor os recursos educação vindos do Governo Federal.

“Ele desenvolveu um bonito programa de assessoria do MEC para as prefeituras do interior do Brasil que estavam em débito por falta de conhecimento técnico e receberam esse trabalho de assessoria para equilibrar as contas”, afirmou.

Por conta disso, Vélez entende que o novo ministro é uma pessoa prudente e sensata e que poderá “criar pontes”. Questionado sobre se a ideologia de Decotelli está alinhada com a do governo, Vélez o definiu como um “liberal conservador” e um “gestor competente sem ser radical, que segue a linha de moderação e tolerância com ideias diferentes.

(Edição: André Rigue)